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Família pede apuração da PF em caso de brasileira encontrada morta em hotel na Croácia

Mãe afirma que Kathlyn Izabel Becker estava recebendo ameaças antes de sua morte.

Estadao Conteudo 24/09/2026
Família pede apuração da PF em caso de brasileira encontrada morta em hotel na Croácia
Família solicita investigação da PF sobre morte de brasileira na Croácia - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A família de Kathlyn Izabel Becker, de 28 anos, solicitou a atuação da Polícia Federal na investigação da morte da brasileira, encontrada em um quarto de hotel em Zagreb, na Croácia, em agosto deste ano. Segundo os familiares, a jovem vinha sendo alvo de ameaças.

Nascida em Ji-Paraná, Rondônia, Kathlyn deixou o Brasil em 29 de abril para trabalhar no exterior, de acordo com sua mãe, Geruza Becker. Ela passou inicialmente pela Sérvia e, em seguida, seguiu para a Croácia, onde pretendia permanecer por uma temporada. Segundo Geruza, a jovem não residia no país.

"Ela me disse que o serviço na Sérvia não tinha dado certo. Estava muito preocupada, pois não sabia o que fazer", relatou. Depois disso, a brasileira seguiu para Zagreb.

Conforme a família, a decisão de trabalhar no exterior visava melhorar a situação financeira dos pais. Entre os planos, estava ajudar o pai, que sofre de osteomielite, a obter uma prótese.

Os familiares perderam o contato com a jovem em agosto e procuraram a Embaixada do Brasil na Croácia. Na manhã de 28 de agosto, receberam uma ligação informando sobre a morte.

Geruza afirmou que a primeira informação recebida era de que a filha teria sofrido um ataque cardíaco. No entanto, a causa permanece indeterminada e a certidão de óbito emitida em Zagreb registra o caso como de causa "não identificada".

A PF não forneceu detalhes sobre a apuração do caso e declarou que "não comenta eventuais denúncias recebidas, tampouco se manifesta sobre a existência ou o andamento de apurações, procedimentos ou investigações em curso".

A família espera que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas e que eventuais responsabilidades sejam apuradas. "Confio que a justiça será feita, caso minha filha não tenha morrido de morte natural", afirmou Geruza.

Kathlyn foi velada e sepultada no Cemitério da Saudade, em Ji-Paraná, no dia 14, após uma campanha para arrecadar recursos que custearam o transporte do corpo.