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Bolsas da Europa fecham em queda com escalada do petróleo e juros globais; Lisboa destoa

Mercados reagem à alta dos preços do petróleo e incertezas nas taxas de juros

Estadao Conteudo 24/09/2026
Bolsas da Europa fecham em queda com escalada do petróleo e juros globais; Lisboa destoa
- Foto: Reprodução

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, 24, pressionadas pela alta do petróleo e dos juros globais, em meio à percepção de que o choque de energia pode prolongar o aperto monetário. O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, também manteve investidores cautelosos. Lisboa destoou e terminou em alta, apoiada pelo setor de energia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,24%, a 10.679,99 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,61%, a 25.255,92 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,52%, a 8.081,43 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,85%, a 51.543,45 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,28%, a 19.578,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,54%, a 9.684,67 pontos. As cotações são preliminares.

Na Alemanha, o índice Ifo de confiança empresarial subiu pelo quinto mês seguido, a 89,9 pontos em setembro, maior nível desde maio de 2023. O ING avaliou que o resultado reforça sinais de resiliência da maior economia europeia.

Na política monetária, Suíça e Suécia mantiveram juros, enquanto a Noruega elevou sua taxa a 4,50%. Já no Reino Unido, a vice-presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Clare Lombardelli, disse que a justificativa para novo aperto cresce quanto mais persistir a alta da energia. Paralelamente, a Reuters informou ainda que Isabel Schnabel deve deixar o Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE) nesta quinta-feira para assumir cargo no FMI.

Entre as ações, petrolíferas ficaram entre os poucos destaques positivos, acompanhando a alta do Brent. O setor da commodity subiu quase 1%. Shell (+1,6%) e BP (+2,4%) avançaram em Londres, enquanto Repsol (+2,7%) ganhou terreno em Madri e Galp (+2,8%) ajudou a sustentar o desempenho positivo de Lisboa.

Em Paris, a LVMH oscilou e fechou em alta de 0,2% após a família Arnault anunciar uma reorganização das holdings para consolidar o controle do grupo. Em Frankfurt, BMW (-1,6%), Rheinmetall (-3,2%) e outras ações industriais (-0,3%) recuaram, em meio ao avanço dos custos de energia e dos rendimentos dos títulos.

*Com informações da Dow Jones Newswires