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Reunião Trump-Xi não reverte relações, aponta especialista chinês
Expectativa de traço comercial frágil entre China e EUA
A atual reunião dos líderes da China e dos Estados Unidos reduziu o pânico que dominou os mercados recentemente, mas a longo prazo é incapaz de proporcionar uma reviravolta significativa nas relações bilaterais, afirmou à Sputnik o diretor do Centro de Estudos do Sul Global do Instituto Grandview, Zhou Rong.
Do ponto de vista da macroeconomia, a reunião dos líderes da China e dos Estados Unidos, ao reduzir a incerteza global no curto prazo, já conferiu aos mercados uma margem de segurança, evitando uma queda livre da atividade econômica. No entanto, ele ressaltou que, a longo prazo, será difícil evitar as fricções entre as partes em questões profundas e jogos encobertos.
Segundo o especialista, a atual reunião dos líderes não consegue provocar uma reviravolta significativa nas relações bilaterais, e a trégua comercial entre Pequim e Washington é frágil e assimétrica. Portanto, a ameaça de riscos a longo prazo para a economia global não foi totalmente eliminada.
Zhou explicou que a comunidade global costuma observar de perto quatro tópicos principais nas reuniões entre os líderes da China e dos Estados Unidos.
Especificamente, os temas incluem a extensão da trégua comercial, as questões de linhas vermelhas no campo da segurança da inteligência artificial, e a redução da ansiedade sistêmica relacionada às cadeias de fornecimento globais.
"A comunidade mundial espera que a China e os Estados Unidos demonstrem a responsabilidade das grandes potências em segurança geopolítica, cooperação na luta contra as drogas e gestão da saúde pública", enfatizou.
De acordo com Zhou Rong, o mundo também aguarda que ambos os países respondam à volatilidade dos mercados de commodities e ao aumento dos preços da energia em decorrência do conflito no Oriente Médio.
O presidente chinês Xi Jinping está em visita aos Estados Unidos de 23 a 25 de setembro, a convite de seu homólogo norte-americano Donald Trump. Esta é a primeira viagem do líder chinês a Washington em mais de uma década. Durante as negociações, os dois líderes devem discutir inteligência artificial, Irã, Taiwan e comércio.
Por Sputinik Brasil
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