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Lula defende fim das apostas online
Presidente critica efeitos nocivos das bets e propõe regulamentação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, defendeu na noite desta quarta-feira (23), no Centro do Rio de Janeiro (RJ), o fim das bets no país devido aos efeitos nocivos na população.
"Terei o imenso prazer de acabar com as bets e regulamentar as plataformas digitais", declarou em evento de campanha organizado por artistas e apoiadores do setor cultural brasileiro na Fundição Progresso.
Lula também comentou a ofensiva dos clubes de futebol sobre a perda de patrocínio e recordou títulos importantes de times como Flamengo, São Paulo e Corinthians, além do pentacampeonato da Seleção.
"Agora chegam as 'bets', que não oferecem nenhum entretenimento para ninguém! Sabe, e ficam financiando os clubes com o quê? Com o dinheiro do pobre! É o pobre que joga, é o pobre que fica doente, é o pobre que se mata", disse.
Segundo ele, a reunião que fez com oito jogadores de bets endividados foi o encontro mais triste que fez na vida. "Não podemos deixar a ludopatia tomar conta do povo brasileiro."
"Sem bet [...] E os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro." "Acho uma insensatez", comentou, "as bets financiam os clubes com o dinheiro do pobre".
Entre os presentes, estavam os cantores Chico Buarque, Daniela Mercury, BK e Zeca Pagodinho, as atrizes Marieta Severo e Malu Mader, além de parlamentares, como a deputada Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo RJ, e a ministra da Cultura Margarete Menezes.
Comparações com Trump
O presidente também chamou atenção para a diferença de seu discurso na Assembleia Geral da ONU com aquele feito pelo seu homólogo estadunidense, Donald Trump.
Ele criticou a truculência de Trump que nos encontros internacionais sempre ressalta a força militar do seu país, sobrepondo o tema a outros temas.
"Eu tenho o maior Exército do mundo, eu tenho a maior Marinha do mundo, eu tenho mais foguetes, tenho a melhor bomba do mundo [...]. Ele fala isso em toda reunião, vocês não têm noção, ele fala em toda reunião [...] como se estivesse ameaçando."
Terras raras
Ao abordar a economia global e a transição tecnológica, Lula citou o escritor Eduardo Galeano para enfatizar que o país não aceitará mais uma relação colonial de exploração. Ele destacou que o Brasil assumirá o controle sobre o processamento e a exploração de suas próprias terras raras e minerais estratégicos:
"Vamos fazer com que o Brasil se torne uma potência em minerais críticos. A gente não vai ficar vendendo as nossas riquezas. Chega [...] Se vassalagem resolvesse o programa. Da América Lática a gente não teria problema pq há 500 anos não se faz outras coisas."
Ele defendeu também a formação estudantil e o avanço científico próprio: "quero inteligência artificial brasileira, em língua portuguesa."
Cultura como política de Estado
Lula ouviu alguns artistas e respondeu perguntas, além de defender uma à Constituição para transformar a política cultural em política de Estado para que tenham continuidade e programas e projetos não sejam interrompidos de acordo com o governo de turno.
"[...] Ou seja, não pode mexer, não pode mudar a cada governo [...] para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura", declarou.
Segundo o presidente, os ministérios são baratos, gastam menos e dão capilaridade ao governo para alcançar objetivos. Ele ressaltou, ainda, a diversidade cultural brasileira. "Você chega numa cidade de 5 mil habitantes, numa periferia, e as representações culturais desses lugares são manifestadas."
Por Sputinik Brasil
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