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'Refém dos poderosos': crise na ONU expõe limites do multilateralismo e urgência por renovação

Líderes mundiais se reúnem em meio a disputas geopolíticas e questionamentos sobre governança internacional

Sputnik Brasil 23/09/2026
'Refém dos poderosos': crise na ONU expõe limites do multilateralismo e urgência por renovação
Crise na ONU evidencia limites do multilateralismo e a necessidade de reforma - Foto: © telegram SputnikBrasil

A 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York a partir de terça-feira (22), reúne líderes mundiais em meio a disputas geopolíticas, conflitos armados e questionamentos sobre a governança internacional.

Para Ricardo Caichiolo, internacionalista, o atual enfraquecimento dos órgãos multilaterais está relacionado à política externa adotada pela Casa Branca, mas não significa necessariamente que a ONU tenha perdido sua relevância. Uma eventual mudança na política externa estadunidense pode voltar a priorizar o multilateralismo.

Ele também defende uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, que ainda reflete uma realidade de décadas atrás. O poder de veto dos cinco membros permanentes contribui para o imobilismo do órgão, enquanto países como Brasil e Índia reivindicam maior participação.

Segundo Pedro Martins, internacionalista, a crise do sistema multilateral também está relacionada aos próprios limites institucionais da ONU e à dificuldade da organização de agir de forma independente diante dos interesses das grandes potências. Para ele, a gestão de António Guterres foi marcada justamente por esse cenário de restrições. "Esse contexto todo mostra, primeiro, o quanto o cargo do secretário-geral é limitado. E quanto é muito difícil a ONU agir de forma autônoma para garantir o multilateralismo, ela fica refém dos poderosos e da realpolitik."

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