Geral
Bolsas de NY fecham entre quedas e ganhos com influências externas
Preços do petróleo, perspectivas do Fed e inteligência artificial em destaque
As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta terça-feira, 22, acompanhando a quinta queda consecutiva nos preços do petróleo, as perspectivas para a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e os desdobramentos da inteligência artificial (IA) nos mercados. Sinais de negociações entre Washington e Teerã deram algum impulso ao apetite por risco na sessão, no entanto, dirigentes do banco central dos Estados Unidos voltaram a reforçar a preocupação com o cenário inflacionário do país.
O Dow Jones fechou em queda de 0,36%, a 51.863,69 pontos; o S&P 500 ficou estável em 7.764,64 pontos e o Nasdaq subiu 0,45%, aos 27.244,28 pontos.
"A semana começa com o petróleo em forte queda, impulsionado por esperanças de paz no Oriente Médio, enquanto as empresas que viabilizam a IA subiram com a notícia de que o Muse AI - o mais recente agente de IA pessoal da Meta - alcançou o topo dos rankings de aplicativos móveis, mudando o cenário a favor das apostas no setor de IA", diz Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote.
Ela acrescenta que o fato de o Muse AI ser capaz de extrair dados dos aplicativos da Meta, conectar-se a serviços de terceiros e realizar tarefas em nome do usuário impulsionou as expectativas de demanda por IA em toda a cadeia de suprimentos, visto que esses agentes podem exigir muito mais poder computacional do que os chatbots de uso geral.
O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, afirmou que a inflação é atualmente o lado mais problemático do duplo mandato da autoridade e que os riscos para a estabilidade de preços superam os riscos para o máximo emprego.
Segundo ele, isso justificou a alta de 25 pontos-base nos juros promovida na semana passada. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou que apoiou a decisão e disse enxergar agora maior probabilidade de cenários em que a inflação permaneça "notavelmente acima de 2%". Segundo ela, uma taxa dos Fed Funds "um pouco mais restritiva" ajudará a garantir que a inflação retorne de forma duradoura à meta.
A GameStop subiu mais de 5% após documento regulatório mostrar que o CEO Ryan Cohen comprou mais 1,15 milhão de ações da varejista de videogames, reforçando sua participação na companhia.
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