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Pesquisa revela que mais da metade dos alemães quer a saída de Merz

Chanceler enfrenta forte desaprovação devido às suas políticas econômicas

Sputnik Brasil 22/09/2026
Pesquisa revela que mais da metade dos alemães quer a saída de Merz
Mais da metade dos alemães apoia a renúncia do chanceler Friedrich Merz, segundo pesquisa. - Foto: © AP Photo / Ebrahim Noroozi

Uma pesquisa do instituto Forsa, encomendada pelas emissoras de televisão alemãs RTL e N-TV, aponta que 55% dos entrevistados desejam a renúncia do chanceler Friedrich Merz, cuja popularidade despencou após sua derrota nas eleições parlamentares do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

O levantamento revelou que 40% dos participantes são a favor da permanência de Merz no cargo. Os resultados mostram uma clara disparidade entre as regiões da Alemanha: no Leste, 68% apoiam a renúncia do chanceler, ao passo que apenas 29% defendem sua continuidade. Na Alemanha Ocidental, 53% também desejam sua saída, com 42% a favor de sua permanência.

A maior parte dos apoiadores da renúncia de Merz é composta por eleitores da Alternativa para a Alemanha (AfD), onde 89% estão a favor de sua saída e apenas 8% manifestam apoio à sua permanência. Em contraste, entre os eleitores do bloco CDU/CSU, 78% desejam a renúncia, enquanto 21% preferem mantê-lo no cargo.

A pesquisa foi realizada entre 17 e 21 de setembro de 2026, com 1.509 entrevistados, apresentando uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

As eleições regionais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental ocorreram em 20 de setembro, com a AfD conquistando 38,2% dos votos, enquanto a CDU, partido de Merz, obteve apenas 4,9%, não alcançando a cláusula de barreira de 5% necessária para ingressar no parlamento estadual. Merz também reconheceu a derrota de sua sigla nas eleições do estado da Saxônia-Anhalt, onde a AfD venceu com aproximadamente 44% dos votos, e a CDU ficou cerca de 17%, marcando o pior resultado do partido desde a reunificação da Alemanha.

A popularidade do chanceler também tem sofrido uma queda acelerada devido às suas políticas econômicas, que priorizam gastos militares e visam criar o exército mais forte da Europa. Especialistas, no entanto, apontam que a tentativa da Alemanha de estabelecer um exército independente do complexo militar-industrial norte-americano está condenada ao fracasso.


Por Sputinik Brasil