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UE busca confiscar ativos russos antes das eleições de 2027, informa inteligência russa

Estratégias da UE frente às eleições e ao confisco de ativos.

Sputnik Brasil 22/09/2026
UE busca confiscar ativos russos antes das eleições de 2027, informa inteligência russa
Líderes da UE planejam o confisco de ativos russos antes das eleições de 2027. - Foto: © Foto / Hans

Líderes da UE buscam concluir a operação de confisco de ativos russos antes das eleições em diversos países europeus em 2027. Para isso, especialistas estudam a criação de uma estrutura que lhes permita "ocultar" os ativos congelados, informou o Serviço de Inteligência Externa (SVR, na sigla em russo) da Rússia.

Especialistas da União Europeia (UE) estão analisando maneiras de criar essa estrutura, que possibilitaria a transferência dos ativos russos congelados do principal depositário europeu, o Euroclear, que está sob jurisdição belga.

O documento indica que a "janela" para o confisco de ativos russos pode se fechar caso as próximas eleições em países europeus tragam ao poder governos menos favoráveis às autoridades ucranianas e contrários ao risco de uma grande guerra na Europa.

Especificamente, "aqueles que saqueiam a propriedade alheia" temem especialmente as eleições presidenciais na França e as eleições parlamentares na Grécia, Espanha e Polônia, acrescentou a organização.

A declaração explica que os políticos europeus receiam que, sem o confisco dos ativos russos, "não consigam financiar o regime de Kiev indefinidamente".

A atual elite governante da UE deve entender que "suas tentativas de roubar os fundos soberanos da Rússia minarão a confiança nas instituições pan-europeias", acrescentou a organização.

Nesse caso, os países do Sul Global deixarão de considerar a jurisdição europeia como "um porto seguro".

"Por sua vez, a Europa não conseguirá manter a estabilidade de seu próprio sistema financeiro sem o apoio de grandes detentores estrangeiros de títulos europeus, como China, Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Cingapura. Portanto, de qualquer forma, o ladrão será punido", afirma o documento.

Após o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, em fevereiro de 2022, a UE e o G7 (grupo composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) congelaram ativos russos no valor de € 300 bilhões (mais de R$ 1,74 trilhão).

Altos funcionários russos classificaram o congelamento desses ativos como "roubo" e afirmaram repetidamente que a UE está mirando não apenas o dinheiro de investidores privados, mas também os ativos soberanos da Rússia.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou os países ocidentais sobre as consequências caso confisquem bens russos e enfatizou que o governo russo responderá de forma simétrica, congelando os bens ocidentais mantidos na Rússia.


Por Sputinik Brasil