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Medo da volta da família Bolsonaro cresce entre beneficiários do Bolsa Família, aponta pesquisa
A última pesquisa Quaest mostra que o medo da volta da família Bolsonaro cresceu entre beneficiários do Bolsa Família após o anúncio do reajuste de 15%, enquanto entre não beneficiários segue maior o temor de uma reeleição de Lula.
A nova pesquisa da Quaest, contratada por um veículo de comunicação tradicional no país, mostra avanço do medo de uma volta da família Bolsonaro ao poder entre beneficiários do Bolsa Família, enquanto entre não beneficiários permanece maior o temor de uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este é o primeiro levantamento após o anúncio do governo de que o benefício será reajustado em cerca de 15%.
Entre beneficiários, o receio de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu de 56% para 59% desde 14 de setembro, dentro da margem de erro, enquanto o temor de Lula caiu de 34% para 29%.
Em 7 de setembro, o medo da volta da família Bolsonaro era de 51%. Segundo análise do diretor da Quaest, Felipe Nunes, a oscilação pode ser um primeiro sinal do impacto do reajuste no benefício.
Entre os não beneficiários, porém, o medo de Flávio Bolsonaro oscilou de 39% para 37%, também dentro da margem de erro, enquanto o temor de Lula segue estável entre 46% e 47%. Na pesquisa espontânea, o voto em Lula entre beneficiários subiu de 37% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro variou apenas um ponto, o que sustenta um leve favoritismo por Lula, apesar da pequena diferença entre eles.
O interesse dos beneficiários nas eleições também cresceu de 25% "muito interessados" em 14 de setembro para 35% nesta segunda-feira (21), acima da margem de erro. A mobilização desse grupo aparece como tendência relevante após o anúncio do aumento do Bolsa Família.
Mesmo assim, o reajuste ainda não se converteu em avanço consistente de Lula nos cenários projetados. No segundo turno, o presidente mantém estabilidade dentro da margem de erro, e no primeiro turno aparece numericamente empatado com Flávio Bolsonaro pela primeira vez na campanha.
Apesar dos números, especialistas e estatísticos afirmam que as pesquisas de opinião sobre o pleito de 2026 indicam apenas uma certeza, a de que o voto será decidido pelos eleitores indecisos em uma eleição marcada por altos índices de rejeição.
Por Sputinik Brasil
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