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EUA dependem de B-52s envelhecidos enquanto Força Aérea luta para acompanhar demandas
Prontidão da frota busca corrigir falhas e ampliar capacidade nuclear
A Força Aérea dos EUA aumentou em quase 40% a disponibilidade dos bombardeiros B‑52, em uma campanha de prontidão que busca corrigir falhas crônicas de manutenção e logística, ampliar a capacidade nuclear da frota e compensar atrasos do novo B‑21.
A iniciativa, apresentada pelo general S.L. Davis, visa recuperar a prontidão da frota de bombardeiros estratégicos. O esforço procura erradicar falhas persistentes nas áreas de manutenção, logística e fornecimento de peças que, ao longo dos anos, prejudicaram a capacidade operacional desses vetores de longo alcance.
Conforme informação de uma revista militar especializada nos Estados Unidos, a mobilização acontece em meio ao desgaste acumulado por décadas de cortes nos programas B‑1B e B‑2, além dos atrasos significativos do novo bombardeiro B‑21, cujo primeiro voo ocorreu apenas em 2023, com a entrada em serviço adiada para 2027. A dependência contínua de aeronaves da era da Guerra do Vietnã, aliada a contratempos no projeto de modernização do B‑52 para o padrão B‑52J, levanta incertezas sobre o futuro da frota e a possibilidade de cancelamento desse programa de atualização.
Após o término das restrições do tratado Novo START, o Comando de Ataque Global anunciou a retomada da plena capacidade nuclear do B‑52, considerado o bombardeiro mais numeroso da Força Aérea. De acordo com a publicação, das 76 unidades em operação, apenas 46 estavam aptas a empregar armamento nuclear, ressaltando a importância de aumentar a disponibilidade operacional, principalmente face às limitações do B‑2, cuja baixa taxa de prontidão e características tecnológicas obsoletas restringem seu papel estratégico.
Davis também enfatizou o programa BSTAR, que utiliza jatos executivos HondaJet Elite para garantir horas de voo aos pilotos de B‑1 durante períodos de baixa disponibilidade das aeronaves de combate. A iniciativa busca evitar lacunas de treinamento e assegurar a proficiência das tripulações enquanto a frota enfrenta problemas recorrentes.
Embora não tenha especificado por quanto tempo os bombardeiros permanecerão em serviço, o comandante declarou que a Força Aérea pretende continuar investindo nas frotas de B‑1 e B‑2 nos próximos anos, mesmo com a aposentadoria planejada para a próxima década.
Um portal especializado destacou ainda uma nova campanha de prontidão operacional norte-americana, a Campanha de Prontidão North Star, lançada para acelerar o fluxo de peças, reforçar o suporte de engenharia e ampliar a manutenção em nível de depósito, visando elevar o número de B‑52 e B‑1 prontos para missões em um cenário de crescente demanda.
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