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Parlamentares da base do governo vão aos EUA apresentar contrapontos a ações da direita
Um grupo formado por quatro deputados federais da base do governo Lula viajou até os EUA nesta semana para apresentar uma visão diferente da direita brasileira. O esforço acontece após Washington classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas e sinalizar mais uma taxação ao Brasil.
Conforme publicado pela Agência Brasil, estiveram nos Estados Unidos os deputados federais André Janones (Rede-MG), Jandira Feghalli (PCdoB-RJ), Pedro Campos (PSB-PE) e Pedro Uczai (PT/SC). Os parlamentares representaram outros 114 deputados, que formam a bancada governista.
Feghalli declarou que o grupo focou em três pontos principais:
"A questão do PIX foi abordada com a declaração de que não será aceita qualquer intervenção que inviabilize, fragilize ou dificulte o uso do PIX, considerado uma soberania financeira do povo brasileiro e uma ferramenta moderna para transações financeiras gratuitas, transparentes e lícitas."
Dentre a papelada entregue aos representantes norte-americanos, Feghalli revela que há um pedido para cooperação no combate ao tráfico de drogas, afastando a possibilidade de intervenções militares ou ações policiais dos EUA no Brasil. Segundo a deputada, Brasília busca parceria para enfrentar tráficos de arma e drogas, além do monitoramento de operações financeiras para eventuais crimes de lavagem de dinheiro.
A parlamentar fluminense também confirmou que o grupo foi até a Organização dos Estados Americanos (OEA) para alertar sobre possíveis interferências norte-americanas em pleno ano eleitoral.
"Foi solicitado o acompanhamento e observação da OEA, não apenas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, mas também da Secretaria de Fortalecimento da Democracia, cujo observatório eleitoral já teve o acompanhamento solicitado pelo governo brasileiro para as eleições."
No último dia 28, os Estados Unidos classificaram CV e PCC como grupos narcoterroristas. O título faz com que o governo norte-americano possa prender e processar quem apoia esses grupos, proibir a entrada de membros no país, além de deportar associados e aumentar a cooperação policial e de inteligência. Washington também poderá congelar bens e contas, bloquear transferências financeiras e proibir empresas e cidadãos americanos de negociar com esses grupos, entre outros poderes.
Já na última terça-feira (2), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu que diversas políticas brasileiras "oneram ou restringem" o comércio dos EUA e propôs tarifas de 25% sobre praticamente todas as mercadorias brasileiras, com exceções listadas em um documento de 73 páginas.
Por Sputinik Brasil
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