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Cerca de 500 mil pessoas participam do maior encontro de automóveis antigos da América Latina, em SP
Um hobby que custa dinheiro e que é levado muito a sério por quem o pratica, o "antigomobilismo" foi destaque nesta sexta-feira (5) em Águas de Lindóia, no interior de São Paulo.
O 11º Encontro Brasileiro de Automóveis Antigos (EBAA) tomou a cidade nesta semana com 1,5 mil veículos, mais de 350 barracas e uma estimativa de 500 mil visitantes em quatro dias.
Famílias, crianças, mulheres e homens de todas as idades, e de todas as regiões do Brasil, fizeram a pequena cidade serrana virar, por alguns dias, a capital nacional do automobilismo clássico.
O encontro é considerado o maior evento do gênero no país e América Latina e, segundo o organizador Fábio Pagotto, o crescimento é visível na última década.
"O movimento antiguomobilista no Brasil está crescendo muito nesses últimos 10 anos", afirmou.
O evento reúne mais de 700 carros à venda, além de veículos apenas em exposição, e conta com a presença de dois museus itinerantes: o CARDELA (Carro, Arte, Desenho e Educação), de Campos do Jordão, e o Museu Dreamcar, da Estrada do Vinho, em São Roque.
Nas ruas e no entorno do evento, cheios de carros estacionados, muitos proprietários aproveitavam o fluxo de público para negociar seus veículos ali mesmo, com cartazes de "vende-se" no para-brisa e rodas de conversa entre compradores e vendedores.
As barracas traziam alimentação, com comida típica, churrasco e café, mas também peças de reposição, acessórios, ferramentas e itens antigos, como rádios de época, emblemas, manuais, placas e componentes de colecionadores.
Um dos vendedores, José Aparecido, de Ribeirão Preto, estava no evento pela quinta vez.
"Venho todo ano. Aqui você acha peça que não existe mais em lugar nenhum", disse, atrás de uma bancada coberta de emblemas e retrovisores de época.
Entre os momentos mais disputados do evento está a competição de carros customizados, que concentra boa parte da tensão do encontro. Os proprietários levam a preparação a sério com direito a discussões sobre critérios de julgamento. público veio de todo o Brasil, segundo a organização.
"Tem gente do Nordeste, de Porto Alegre, de Goiás, do interior de São Paulo, de Minas", destacou Fábio. Entre os visitantes, a professora Renata Souza, de Sumaré, foi com o marido e dois filhos pequenos. "A gente veio mais pelo passeio, mas as crianças adoraram os carros de bombeiro e polícia."
A estimativa de 500 mil pessoas em quatro dias é respaldada por dados da Prefeitura Municipal, segundo Fábio. Na edição anterior, apenas pelo pedágio de Itapira foram contabilizados 200 mil veículos. Para uma cidade de 18 mil habitantes, o número equivale a receber dez vezes a própria população por dia.
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