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Principais declarações de Putin em reunião do SPIEF com a imprensa internacional
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou nesta semana sua visão sobre a guerra na Ucrânia, as relações com o Ocidente e a situação econômica do país durante encontro com representantes de grandes agências internacionais de notícias em São Petersburgo, no âmbito do Fórum Econômico Internacional da cidade (SPIEF).
Entre os temas abordados, Putin afirmou que a busca por um acordo de paz com a Ucrânia não é incompatível com os objetivos russos na região do Donbass. Segundo ele, Moscou continua disposta a negociar, mas considera que Kiev ainda demonstra resistência a uma solução diplomática para o conflito.
O líder russo também declarou que, caso a Ucrânia esteja disposta a firmar um acordo, a Rússia encontrará interlocutores considerados legítimos para conduzir as negociações e assinar eventuais compromissos.
Ao comentar a situação política ucraniana, Putin afirmou que os questionamentos sobre a legitimidade do presidente Volodymyr Zelensky devem ser analisados por especialistas em direito.
No campo militar, o presidente revelou que a Rússia ainda não empregou integralmente em combate o sistema de mísseis Oreshnik durante a guerra na Ucrânia. Ele também alegou que as forças ucranianas teriam perdido cerca de 100 mil soldados e estariam registrando baixas mensais próximas de 40 mil militares.
Putin voltou a rejeitar acusações de que Moscou teria planos de atacar países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Segundo ele, essas afirmações não passam de uma tentativa de provocar tensões.
“As alegações de que a Rússia pretende atacar a OTAN não são apenas um absurdo, mas também uma provocação”, declarou.
No âmbito interno, o presidente destacou o desempenho da economia russa diante das sanções impostas por países ocidentais. De acordo com Putin, o país segue em trajetória positiva e demonstra capacidade de resistência mesmo diante das restrições econômicas internacionais.
Questionado sobre uma possível candidatura nas eleições presidenciais de 2030, Putin afirmou que a Constituição russa permite uma nova disputa eleitoral, mas considerou prematuro iniciar qualquer debate sobre o tema neste momento.
O presidente também comentou a situação da Armênia e sugeriu que a população do país defina, por meio de referendo, se deseja aprofundar a integração com a União Europeia ou manter vínculos com a União Econômica Eurasiática (UEEA), bloco liderado pela Rússia.
As declarações ocorreram em meio à continuidade da guerra na Ucrânia e ao aumento das tensões entre Moscou e países da OTAN, além dos esforços diplomáticos que buscam uma solução negociada para o conflito iniciado em 2022.
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