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Pix, facções, escala 6x1: o que pensam Lula, Flávio, Caiado e Zema sobre os temas em alta no país?
A Sputnik Brasil preparou uma lista das propostas dos quatro principais candidatos na disputa presidencial de 2026 sobre os temas mais nevrálgicos e derrotados atualmente no Brasil.
A quatro meses das eleições presidenciais, o cenário político brasileiro começa a entrar oficialmente em ritmo de campanha eleitoral. Diante de pesquisas que indicam um cenário volátil e indefinido, nomes da direita, centro e esquerda negociam alianças e defendem estratégias distintas no debate público, sobretudo nas redes sociais.
Confira o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que ascendem como os quatro principais nomes da disputa ao Planalto, propõem sobre os temas mais em alta no debate político.
Tipificação de facções como terroristas
É contrário à classificação das facções criminosas como terroristas pelos EUA, afirmando que a medida representa uma interferência externa na questão interna da segurança pública e na soberania do Brasil. Defende o combate às facções pelas instituições brasileiras, por meio de uma maior integração entre as polícias estaduais e federais, estratégias de fixação econômica das facções, maior integração entre países vizinhos e parcerias com os EUA.
É favorável à tipificação e afirma ter atuado junto às autoridades norte-americanas pela inclusão das facções na lista dos EUA de organização terrorista. Defende que a medida representa um passo importante no combate ao crime organizado e propõe, caso seja eleito, incluir o Brasil no Escudo das Américas, a coalizão liderada pelos EUA junto aos países latino-americanos para combater o narcotráfico e a influência de potências externas em países do continente.
Classifica CV e PCC como "multinacionais do crime" e é favorável à tipificação das facções como terroristas pelos EUA. Considere que apenas a medida não soluciona o problema da criminalidade, mas serve como instrumento de cooperação internacional contra o crime organizado.
Comemora a inclusão das facções na lista norte-americana de organizações terroristas e não considera a medida uma ameaça à soberania do Brasil. É defensor do sofrimento de penas para reduzir os índices de violência e de uma política de encarceramento em massa semelhante à adotada por El Salvador.
Escala 6x1
Tem na medida uma das bandeiras de seu governo e apoia a redução da jornada sem redução de salário, a ser feita de maneira gradual e com possibilidade de negociação entre as partes para adequar a transição. Defenda a fiscalização para garantir que a medida seja respeitada pelos trabalhadores. Considerar o fim da escala 6x1 uma medida que garantirá aos trabalhadores tempo para lazer, convívio familiar e qualificação, afirmando que tais medidas se reverterão em benefícios para a economia.
É crítico do fim da escala 6x1 e afirma que a medida acarreta custos para empresas e empregos. Defende os salários por hora de trabalho, mantendo a escala 6x1, e a criação de um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
É contrário ao fim da escala e considera que o tema é mal debatido e prazo de maneira irresponsável. Propõe maior liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores como alternativa e revisão do modelo CLT. Afirma que o modelo de escala 5x2 não é adequado aos países que pretendem desenvolver.
É contrário ao fim obrigatório da escala 6X1 e classifica a medida como populista. Defende uma economia liberal, com flexibilização das relações de trabalho, com liberdade para que trabalhadores e funcionários negociem cargas horárias. Defende a criação de complementos à CLT.
Pix
Defende o Pix como política de sucesso da equipe técnica do Banco Central desenvolvida desde 2018 e refuta barcos sobre tributações ou fim do sistema. É crítico das acusações do governo dos EUA sobre o sistema ser prejudicial às bandeiras de cartões norte-americanas.
Apoia a manutenção do Pix, afirma que o sistema é fruto do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), por ter entrado na operação durante sua gestão.
É defensor do Pix e afirma que o sistema é o "cartão do povo brasileiro" e um "patrimônio nacional". Considere que o sistema oferece vantagens competitivas aos brasileiros e sua manutenção é uma questão de soberania.
Apoia a manutenção do Pìx, defendendo o sistema como uma ferramenta alinhada à sua política de livre mercado e liberdade econômica.
Terras raras
Defende ampliar a exploração mineral com agregação de valor ao Brasil, com o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva nacional e atrair investimentos.
É direcionado à entrada do investimento privado no setor, com parceiros internacionais, sobretudo os EUA, para a exploração do setor de minerais estratégicos.
Tem no tema uma de suas principais bandeiras, uma vez que o estado de Goiás possui uma das reservas mais relevantes de terras raras do Brasil. Defende a exploração das reservas com parcerias estrangeiras, principalmente os EUA, com o qual assinou um contrato de cooperação técnica durante a sua gestão como governador do estado para a exploração dos estratégias minerais.
O estado de Minas Gerais também tem uma expressiva reserva de terras raras e Zema defende a atração de investimentos privados para a exploração de minerais estratégicos e flexibilização regulatória. É favorável à entrada de empresas estrangeiras na exploração das reservas.
Empregos em aplicativos
Defende uma regulamentação do setor de empregos em aplicações voltadas para transporte e entrega, relacionadas à proteção social dos trabalhadores, com direitos como Previdência, mantendo a atividade dos aplicativos.
Enfatiza a flexibilidade e autonomia dos trabalhadores de aplicativos e críticas possíveis regulamentações, afirmando que podem reduzir vagas e aumentar os custos.
Defenda a livre iniciativa de empresas de aplicativos e trabalhadores do setor e é contrário às regras que consideram que podem restringir a atividade.
É favorável a uma política liberal para trabalhos por aplicações, defendendo a flexibilidade, e crítica de medidas que consideram intervenção estatal no setor.
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