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Justiça autoriza quebra de sigilo de policial suspeito de matar colegas em Alagoas

Decisão judicial também prorroga inquérito por mais 15 dias; investigadores terão acesso a dados de celular e contas em nuvem do investigado

Redação 04/06/2026
Justiça autoriza quebra de sigilo de policial suspeito de matar colegas em Alagoas
Policiais foram mortos por colega em Delmiro Gpuveis - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo telemático do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, investigado pelo assassinato de dois colegas de trabalho no município de Delmiro Gouveia, localizado no Sertão do estado. Além do acesso aos dados do suspeito, a decisão judicial prorrogou por mais 15 dias o prazo para a conclusão do inquérito que apura o caso.

O pedido de acesso às informações foi formalizado pela comissão da Polícia Civil que lidera as investigações. Com o aval do Poder Judiciário, os agentes que atuam no caso poderão acessar, extrair, analisar e compartilhar qualquer dado encontrado no aparelho celular apreendido com o suspeito no momento de sua prisão.

Acesso total a dados e aplicativos

A autorização não se limita aos arquivos locais do aparelho. A Justiça também permitiu o afastamento do sigilo de aplicativos de mensagens e de conteúdos vinculados a contas de internet utilizadas pelo policial. A medida abrange o acesso a dados armazenados em serviços de nuvem que possam ser relevantes para o esclarecimento da motivação e das circunstâncias do crime.

De acordo com o delegado Flávio Dutra de Melo, integrante da comissão investigativa, o aprofundamento da perícia técnica é fundamental para o processo.

"A ampliação da perícia busca reunir novos elementos que possam ajudar na conclusão do caso", afirmou o delegado.

Diligências pendentes

A prorrogação das investigações passou a valer a partir de segunda-feira, dia 1º de junho. Segundo o despacho judicial, o prazo extra foi concedido porque ainda restam diligências consideradas essenciais para a elucidação do duplo homicídio.

Entre os procedimentos pendentes que motivaram o adiamento do encerramento do inquérito estão:

  • A extração e análise forense dos celulares apreendidos;
  • A realização dos exames de confronto balístico das armas recolhidas ao longo da investigação.

Relembre o caso

Gildate Goes Moraes Sobrinho foi preso em flagrante sob a suspeita de balear e matar os agentes da Polícia Civil Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, e Yago Gomes Pereira, de 33 anos. O crime aconteceu na madrugada de terça-feira, 20 de maio, no interior de uma viatura descaracterizada da corporação, em Delmiro Gouveia.

As duas vítimas eram lotadas na 1ª Delegacia Regional do município alagoano, mas eram naturais de outros estados da região: Yago nasceu em Aracaju (SE), e Denivaldo era natural de Sertânia (PE).

Em depoimento oficial prestado à polícia após ser detido, o suspeito admitiu que havia consumido bebidas alcoólicas junto com os colegas horas antes do crime.