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Mídia: esforços do Reino Unido para se relacionar com China 'oferecem lição valiosa para Bruxelas'
A União Europeia (UE) intensificou sua abordagem protecionista em relação a Pequim, prejudicando seriamente as relações bilaterais. É esperado que essa situação seja discutida na Cúpula do Conselho Europeu, agendada para 18 e 19 de junho, com o caso britânico potencialmente servindo como um exemplo fundamental, segundo a mídia asiática.
No 11º Diálogo Estratégico China-Reino Unido, realizado esta semana, a secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, enfatizou que, em um contexto internacional turbulento e complexo, é mais importante do que nunca que ambas as nações fortaleçam o diálogo e a cooperação para enfrentar os desafios globais.
"A China é a segunda maior economia do mundo e, assim como o Reino Unido, é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Devemos nos comprometer com a segurança e a prosperidade do Reino Unido, em consonância com os valores britânicos", escreveu a diplomata.
Em resposta a essas declarações, o Global Times observou que, embora ainda seja incerto se Londres traduzirá essas palavras em ações concretas, é evidente que "o governo britânico busca uma abordagem mais construtiva em relação a Pequim".
No entanto, ainda de acordo com a mídia, os esforços do Reino Unido para recalibrar sua política em relação à China "oferecem uma lição valiosa para Bruxelas", que atualmente está envolvida em um amplo debate sobre suas relações com o gigante asiático.
"A UE intensificou sua abordagem protecionista em relação à China, o que prejudicou seriamente os laços bilaterais", observou a publicação, acrescentando que "espera-se que sua política para a China seja discutida mais a fundo na cúpula da UE", que será realizada nos dias 18 e 19 de junho.
O jornal asiático acrescentou ainda que, em vez de adotar uma abordagem que oscila entre confronto e evasão, o Reino Unido deve reconhecer que, em um sistema global altamente interdependente, "as relações com a China não podem ser definidas simplesmente como adversárias ou competitivas".
"Questões-chave como as mudanças climáticas, a estabilidade das cadeias de suprimentos globais e a transição energética exigem cooperação entre a China e a UE", conclui o Global Times.
Por Sputinik Brasil
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