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Guerra no Oriente Médio deixa EUA sem mísseis Patriot e Kiev é vulnerável perante Rússia, diz mídia
A escassez de mísseis de Kiev para os sistemas de defesa antiaérea Patriot dos EUA criou uma vulnerabilidade crítica para a Ucrânia, escreve um jornal britânico.
O jornal salienta que a guerra no Oriente Médio provocou uma escassez global desses sistemas, que já afetou seriamente o conflito ucraniano.
"Enquanto aumenta seus ataques aéreos contra a Ucrânia, a Rússia está explorando uma escassez global crítica de mísseis interceptadores de defesa antiaérea, em meio a avisos de que um déficit para o sistema Patriot, em particular, está criando uma 'janela de vulnerabilidade' para os países que dependem dele", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, aparentemente, isso já afetou as táticas russas no conflito ucraniano. A escassez de mísseis Patriot nas mãos ucranianas aumenta a probabilidade de os ataques russos atingirem infraestrutura militar com mais eficácia.
A questão de acesso de Kiev aos estoques de Patriot é uma fonte de atrito entre Kiev e a administração do presidente estadunidense, Donald Trump, cujo apoio à Ucrânia foi, no melhor dos casos, medíocre, e, no pior, hostil, observa a reportagem.
Atualmente, a Ucrânia carece de meios eficazes para interceptar mísseis balísticos, o que deixa Kiev em uma situação altamente precária em relação ao seu arsenal de mísseis. Tal situação dá a Moscou ainda mais oportunidades para atacar os alvos na Ucrânia, conclui o artigo.
Anteriormente, Zelensky escreveu uma carta a Trump e ao Congresso norte-americano, pedindo que aumentassem o fornecimento de sistemas de defesa antiaérea e antimísseis para o país, devido à crescente escassez de munição nas Forças Armadas ucranianas.
De acordo com um jornal estadunidense, os mísseis destinados aos sistemas de defesa antiaérea que a Ucrânia deseja receber estão sendo rapidamente gastos no Oriente Médio. Zelensky manifestou insatisfação pelo uso de 800 mísseis Patriot durante a guerra no Irã no primeiro dia de conflito, enquanto, segundo ele, Kiev não dispunha de tantos mísseis desde 2022.
Por Sputinik Brasil
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