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Parlamento Europeu aprova acordo comercial entre UE e EUA; plenário vota em 16 de junho

Comissão de Comércio Internacional dá sinal verde a pacto que reduz tarifas e amplia cooperação econômica entre os blocos.

02/06/2026
Parlamento Europeu aprova acordo comercial entre UE e EUA; plenário vota em 16 de junho
Foto: CC BY 2.0 / Parlamento Europeu /

A Comissão de Comércio Internacional (INTA) do Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (2), o acordo provisório que implementa compromissos tarifários assumidos pela União Europeia em declaração conjunta com os Estados Unidos, firmada em agosto de 2025. O texto obteve 31 votos favoráveis, seis contrários e três abstenções, e agora segue para votação em plenário, agendada para 16 de junho.

O presidente da comissão, Bernd Lange, conduziu os trabalhos no Parlamento. Em publicação na rede X, Lange destacou que uma "grande maioria" apoiou o resultado das negociações e ressaltou que as principais exigências do Parlamento foram incorporadas ao texto. Segundo ele, o acordo traz uma cláusula de expiração, mecanismos de revisão e salvaguardas para proteger o bloco contra novas tarifas impostas pelos EUA.

O entendimento integra o marco comercial anunciado por Bruxelas e Washington em agosto do ano passado, cujo objetivo é reduzir atritos tarifários e fortalecer a relação econômica transatlântica. Pelo acordo, a União Europeia elimina tarifas sobre produtos industriais dos EUA e amplia o acesso de bens agrícolas e pesqueiros americanos ao mercado europeu.

Em contrapartida, os Estados Unidos limitarão a 15% a tarifa aplicada à maioria dos produtos europeus, além de oferecer tratamento tarifário mais favorável para setores como aeronaves, peças aeronáuticas e medicamentos genéricos.

O pacto também contempla compromissos em áreas estratégicas, incluindo energia, semicondutores, defesa, segurança econômica e cadeias de suprimento. Entre os pontos previstos estão a ampliação das compras europeias de gás natural liquefeito e outros produtos energéticos dos EUA, investimentos adicionais de empresas europeias em território americano e maior cooperação em tecnologia, minerais críticos e controles de exportação.