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Ficção científica brasileira transforma extremismo em catástrofe planetária

No livro "A Canção do Planeta Prometido", o escritor Antonio Alleoni Corrêa de Godoy utiliza fantasia, filosofia e espiritualidade para discutir polarização, intolerância e os impactos do ódio coletivo

Dielin da Silva 02/06/2026
Ficção científica brasileira transforma extremismo em catástrofe planetária

Em um mundo dividido entre ciência e religião, o ódio coletivo começa a alterar a natureza. Terremotos, maremotos e catástrofes ambientais ameaçam a sobrevivência da civilização enquanto duas facções rivais entram em uma guerra movida por intolerância, radicalização e disputas ideológicas. Esse é o ponto de partida de A Canção do Planeta Prometido de Antonio Alleoni Corrêa de Godoy.

Ambientada no planeta Kor, a narrativa apresenta o conflito entre os Piedosos, seguidores de Trondoll, figura considerada messiânica e os Racionais Iluminados, defensores da razão científica e da evolução natural. Em meio ao avanço do extremismo, personagens que fazem a figura do moderador tentam impedir um genocídio enquanto descobrem que a Mente Coletiva da população pode estar influenciando os desastres naturais que assolam o universo.

O primata Trondoll, fundador da civilização koriana e inventor da escrita, é considerado um messias pelos Piedosos, religiosos habitantes de pele esverdeada, enquanto os habitantes de pele rosada, que possuem uma inclinação científica, o consideram apenas um primata excepcional. Com isso, o conflito acaba se instalando por todo o planeta.

O Sumo Sacerdote Daxxtor (de pele verde) da Igreja de Trondoll, o cientista Jeb (de pele rosa), sua esposa e seu filho lutam para que haja uma conciliação entre as raças. Contudo, líderes extremistas desejam tomar o poder a qualquer custo. O ódio entre as raças está sendo alimentado por mutantes telepatas que outrora foram punidos pela dita Igreja. Daxxtor e Jeb também possuem um segredo fantástico. Um segredo que, se fosse revelado, causaria uma revolução total no planeta. Será que eles deveriam revelá-lo face às situações periclitantes do mundo?

Unindo ficção científica, fantasia, filosofia e espiritualidade, o autor utiliza elementos paranormais como telepatia, mutações genéticas e conflitos políticos para discutir temas contemporâneos como polarização social, racismo, intolerância e manipulação ideológica. Na narrativa, a degradação psicológica da sociedade passa a impactar diretamente o mundo físico, transformando a natureza em reflexo do comportamento dos seres que ali habitam.

Inspirado por grandes nomes da literatura como Frank Herbert, H. G. Wells, Carl Gustav Jung, Arthur Clarke, Joseph Campbell e Pierre Teilhard de Chardin, Antonio Alleoni utiliza o sci-fi para refletir sobre os impactos do radicalismo e da incapacidade de diálogo em sociedades cada vez mais polarizadas. Ao longo da trama, ciência e fé deixam de ocupar lados opostos para revelar que a sobrevivência coletiva depende da coexistência entre diferentes formas de pensar.

Formado em Física pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Antonio Alleoni Corrêa de Godoy fez curso de Teologia com os Franciscanos Capuchinhos e estudou Parapsicologia e Religião com Oscar Quevedo. Em A Canção do Planeta Prometido, seu terceiro livro publicado, busca mostrar aos leitores que o extremismo nunca deve ser um caminho a ser seguido: “Somente a concórdia pode unir uma humanidade tão desunida e belicosa”, afirma o autor.

Ficha técnica:
Título: A Canção do Planeta Prometido
Editora: independente
ISIN: B0FHK82H24
Autor: Antonio Alleoni Corrêa de Godoy
Páginas: 352 (1.7 MB)
Preço: R$ 24,99 (eBook)
Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor: Antonio Alleoni Corrêa de Godoy é formado em Física pela Unesp, artista gráfico e autor dos livros Visões de Redenção (sobre o Imperador Romano Constantino que deu liberdade de culto aos cristãos em 313) e 100 anos da Paulista: uma história de amor (uma HQ sobre a estação de trem que mudou sua cidade natal). Fez curso de Teologia com os Franciscanos Capuchinhos, além de cursos de Parapsicologia e Religião com Oscar Quevedo. Entusiasta de temas ligados à filosofia, espiritualidade e comportamento humano, utiliza elementos da ficção científica para discutir questões como extremismo, intolerância, fé e ciência.

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