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IA reforça convicções e amplia divergências políticas, afirma cientista político
Segundo Henrique Carlos de Castro, inteligência artificial segmenta mensagens e intensifica polarização ao direcionar conteúdos a grupos específicos.
O uso político da inteligência artificial não tem como objetivo principal convencer grandes massas de uma só vez, mas sim identificar grupos menores e direcionar mensagens alinhadas aos seus valores, explica Henrique Carlos de Castro, cientista político ouvido pela Sputnik Brasil.
Segundo Castro, essa estratégia, semelhante à do marketing, contribui para o fortalecimento de bolhas e a ampliação das divergências no debate público. "Quanto mais segmentada a informação e quanto mais dirigida a um pequeno grupo que possui valores e ideias comuns, mais aquela inteligência artificial vai conseguir convencer as pessoas. Em muita medida, as inteligências artificiais para a ação política não apenas reforçam ideias, mas, de maneira que pode parecer um pouco forte, constroem ideias", afirmou o cientista político.
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