Geral

Dois policiais militares do Rio morrem com tiros de fuzil na cabeça em cinco dias

Mortes ocorreram durante patrulhamento em comunidades; 18 PMs já morreram em 2026 na região do Grande Rio

01/06/2026
Dois policiais militares do Rio morrem com tiros de fuzil na cabeça em cinco dias
Dois policiais militares do Rio morrem com tiros de fuzil na cabeça em confrontos em comunidades

O sargento da Polícia Militar Adriano Pereira de Souza, de 36 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (1º) após ser baleado na cabeça durante confronto com criminosos na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, zona norte do Rio de Janeiro.

O policial foi socorrido de helicóptero para o Hospital Central da corporação, no bairro do Estácio, mas já chegou sem vida.

Adriano de Souza era lotado no 9º Batalhão da PM, na zona norte da cidade.

A operação visava restabelecer a ordem, desarticular atividades criminosas e retirar barricadas instaladas para dificultar a atuação da polícia.

Durante o patrulhamento, as equipes apreenderam um fuzil e uma pistola, porém não houve prisões.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte do sargento. Ele deixa dois filhos. Ainda não há informações sobre o local do velório e sepultamento.

Notícias relacionadas:

Outra vítima

Na última quinta-feira (28), o subtenente da Polícia Militar André Luiz Cardoso Eccard, do Grupo de Ações Táticas (GAT) do Batalhão de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, também foi morto com um tiro de fuzil na cabeça durante patrulhamento na Rua Virgínia Vidal, na comunidade da Covanca, bairro do Tanque.

Os disparos partiram de dois homens em uma motocicleta. Outros dois policiais da equipe foram atingidos na cabeça e um terceiro ficou ferido nas costas.

O subtenente Eccard, de 49 anos, ingressou na corporação em 2000 e não resistiu aos ferimentos. Os militares estavam em um carro descaracterizado quando foram surpreendidos pelos criminosos.

Números

Segundo o Instituto Fogo Cruzado, 51 agentes de segurança foram baleados este ano na região do Grande Rio, dos quais 22 morreram e 29 ficaram feridos.

Entre os policiais militares, 18 morreram em 2026. Adriano Pereira foi o 18º PM morto no ano; outros 23 policiais militares baleados sobreviveram.