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Sequestro de Maduro completa 150 dias: até onde os EUA querem chegar na América Latina?
Ação militar dos EUA em Caracas desencadeia crise internacional e reabre debate sobre soberania e intervenção estrangeira na região.
Há 150 dias, a Venezuela presenciava um dos acontecimentos mais marcantes de sua história recente. Em 3 de janeiro, uma operação militar liderada pelos Estados Unidos em Caracas resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Ambos foram posteriormente transferidos para uma prisão de segurança máxima no Brooklyn, em Nova York.
A ação, inicialmente justificada por Washington sob o argumento do combate ao "narcoterrorismo", provocou reações internacionais, instaurou uma crise diplomática regional e reacendeu discussões sobre intervenção estrangeira, soberania nacional e os limites da influência dos EUA sobre países sul-americanos.
O atual governo venezuelano exerce de fato sua soberania ou está sob tutela política e militar externa? E o que explica o progressivo desaparecimento do discurso de "combate ao narcotráfico" utilizado no início da operação?
Para analisar o cenário, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem Carolina Pedroso, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Rafael Pinheiro de Araújo, professor do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e organizador do livro "De Chávez a Maduro: democracia, poder e crise na Venezuela". O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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