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OCDE aponta recorde de subsídios industriais, impulsionados pela China
Relatório mostra que subsídios em setores-chave atingiram US$ 108 bilhões em 2024, maior patamar desde 2009, com destaque para empresas chinesas.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou que os subsídios em 15 setores industriais considerados "chave" alcançaram 1,3% da receita das empresas, somando US$ 108 bilhões em 2024, conforme relatório publicado nesta segunda-feira, 1º de junho. Este é o segundo maior percentual já registrado em relação à receita, ficando atrás apenas do pico observado em 2009, impulsionado pela queda nas vendas durante a crise financeira global, o que elevou a proporção entre subsídios e receita.
De acordo com o estudo, embora os níveis de subsídios tenham aumentado na maioria das regiões, as empresas chinesas continuam recebendo apoio significativamente superior ao de seus concorrentes internacionais.
Entre 2005 e 2024, companhias da China receberam, em média, de três a oito vezes mais apoio governamental do que empresas situadas em países da OCDE, dependendo da região analisada.
Segundo a OCDE, aproximadamente 22% dos ganhos de participação de mercado global das empresas que se expandiram nas últimas duas décadas podem ser atribuídos aos subsídios recebidos — percentual que chega a 60% no caso das empresas chinesas. Entretanto, a organização ressalta que, embora os subsídios tenham ampliado a presença das empresas no mercado, não resultaram em ganhos significativos de produtividade ou lucratividade.
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