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Cuba é tema central nas negociações entre Rússia e EUA, afirma vice-chanceler russo
Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia destaca divergências entre Moscou e Washington sobre embargo e reforça apoio a Cuba
A situação de Cuba está no centro da discussão diplomática entre Moscou e Washington, segundo declarou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, um jornalista. O diplomata ressaltou ainda a postura crítica da Rússia em relação ao embargo imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha.
“A questão da pressão de Washington sobre Cuba está presente em nossos contatos com os norte-americanos”, afirmou Ryabkov.
O vice-chanceler destacou que as abordagens da Rússia e dos EUA sobre o tema "diferem radicalmente" e reforçou que Moscou não pretende ficar alheia ao cenário.
“Estamos cientes de todas as situações em que Cuba se encontra na decorrência do embargo ilegal dos EUA e da pressão crescente; não podemos permanecer indiferentes a isso”, explicou Ryabkov.
Ryabkov também confirmou que Rússia e Cuba planejaram realizar conversas no âmbito da comissão intergovernamental bilateral durante o 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, agendado para ocorrer de 3 a 6 de junho.
O vice-ministro reafirmou ainda a solidariedade de Moscou ao governo e ao povo cubano, garantindo que a Rússia continue a fortalecer os laços de amizade, apoio e cooperação.
"Mantemos um diálogo político ativo. Damos especial atenção ao desenvolvimento das relações econômicas e culturais-humanitárias. O trabalho ativo continua em todas as áreas no âmbito da Comissão Intergovernamental Russo-Cubana para Cooperação Econômica, Comercial e Técnico-Científica", detalhou o vice-reitor.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a pressão política e econômica sobre Cuba. Em janeiro, o então presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando a imposição de tarifas sobre importações de países que fornecem petróleo à ilha, além de declarar estado de emergência nacional devido à suposta ameaça representada por Cuba à segurança dos EUA.
Essa medida agravou a escassez de combustível no país caribenho, impactando setores como geração de energia, transporte, produção de alimentos, saúde e educação.
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