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IPC-S desacelera para 0,60% em maio, após alta de 0,88% em abril, aponta FGV

Índice de preços ao consumidor registra menor avanço em maio, com destaque para quedas em combustíveis e alimentação.

01/06/2026
IPC-S desacelera para 0,60% em maio, após alta de 0,88% em abril, aponta FGV
IPCA

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou desaceleração e fechou o mês de maio com alta de 0,60%. O resultado sucede a variação de 0,65% registrada na terceira quadrissemana do mês e de 0,88% no encerramento de abril. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice soma elevação de 4,11%.

O desempenho do IPC-S ficou levemente abaixo da mediana das projeções do mercado, segundo levantamento da Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,61%. As estimativas variavam entre 0,50% e 0,65%.

Entre os oito grupos pesquisados, quatro apresentaram redução nas taxas de variação em relação à terceira quadrissemana de maio: Transportes (-0,46% para -0,71%), Alimentação (1,44% para 1,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,62% para 0,47%) e Educação, Leitura e Recreação (0,22% para 0,20%).

Por outro lado, os grupos Habitação (1,02% para 1,18%), Vestuário (0,61% para 0,99%), Despesas Diversas (1,34% para 1,38%) e Comunicação (0,06% para 0,09%) registraram avanço nas taxas.

Principais influências

As maiores pressões de baixa sobre o índice vieram da gasolina (-1,39% para -2,01%), do etanol (-5,42% para -6,90%), do café em pó (-2,93% para -3,29%), da tarifa de ônibus urbano (-0,14% para -0,93%) e do aparelho telefônico celular (-0,77% para -1,05%).

No sentido oposto, os itens que mais contribuíram para a alta do IPC-S foram: tarifa de eletricidade residencial (3,14% para 4,00%), batata-inglesa (32,89% para 45,17%), tomate (11,34% para 15,42%), condomínio residencial (1,21% para 1,73%) e serviços bancários (com variação mantida em 2,35%).