Geral

Crise e custos crescentes colocam em xeque ambições nucleares do Reino Unido até 2050

Aumento de despesas e atrasos em projetos ameaçam planos britânicos para expansão nuclear e redução de combustíveis fósseis.

01/06/2026
Crise e custos crescentes colocam em xeque ambições nucleares do Reino Unido até 2050
Usinas nucleares britânicas enfrentam atrasos e custos elevados, ameaçando metas para 2050. - Foto: CC BY 2.0 / / Radioactive

O programa nuclear do Reino Unido enfrenta crescente pressão devido à escalada dos custos, conforme reporta o portal OilPrice.com.

Segundo a publicação, o país projeta ampliar sua capacidade nuclear para 24 GW até 2050, apostando em grandes reatores e em tecnologias emergentes de pequenos reatores modulares (SMR).

"Isso inclui a ampliação da capacidade de energia nuclear por meio do desenvolvimento de duas grandes usinas, Sizewell C e Hinkley Point C, bem como de pequenos reatores modulares (SMR). No entanto, suas ambições nucleares não saíram exatamente como planejado, com anos de atraso e aumento dos custos de construção", destaca a reportagem.

Os planos de expansão nuclear britânicos, de acordo com a matéria, enfrentam ainda outros obstáculos relevantes, como riscos financeiros expressivos. Grandes projetos, criados para aumentar a capacidade e diminuir a dependência de combustíveis fósseis, tiveram seus orçamentos ampliados drasticamente, além de sofrerem atrasos significativos em seus cronogramas.

Paralelamente, crescem as preocupações de que os empreendimentos nucleares de grande porte permaneçam vulneráveis a custos excedentes, o que pode resultar em ônus ainda maior para contribuintes e consumidores.

Projetos já executados e em andamento, que utilizam modelos de reatores semelhantes, têm apresentado recorrentes dificuldades técnicas, longos períodos de construção e custos elevados.

Esses desafios, somados a processos regulatórios complexos e altos custos de construção, levantam dúvidas sobre a viabilidade e a acessibilidade das ambições nucleares de longo prazo do Reino Unido, conclui o portal.

Em análise anterior, o economista irlandês Philip Pilkington afirmou que o Reino Unido não conseguiu superar a crise energética sem recorrer aos produtos petrolíferos russos. Segundo Pilkington, diante de uma situação crítica, o país acabou buscando auxílio da Rússia.

Por Sputnik Brasil