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Eleições na Colômbia: direita e esquerda se enfrentam em segundo turno
Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda lideram votação e polarizam disputa ao Palácio de Nariño; segundo turno será em junho de 2026.
O advogado multimilionário Abelardo de la Espriella, representante da direita, e o senador e filósofo de esquerda Iván Cepeda foram os candidatos mais votados neste domingo (31) nas eleições presidenciais da Colômbia. Ambos superaram 40% dos votos e disputarão o segundo turno do pleito.
As urnas foram encerradas às 18h (horário de Brasília), após um dia de votação iniciado às 8h da manhã. Treze candidatos concorreram ao cargo de presidente, mas a disputa ficou concentrada entre Espriella, do movimento Defensores da Pátria, e Cepeda, da coalizão Pacto Histórico.
Às 19h16, com mais de 90% das urnas apuradas, Espriella liderava com mais de 43% dos votos, seguido de perto por Cepeda, com 40%. A senadora conservadora Paloma Valencia e o matemático Sergio Fajardo Valderrama registraram 6% e 4%, respectivamente, enquanto os demais nove candidatos não atingiram 1% dos votos.
O segundo turno, marcado para 21 de junho de 2026, definirá o presidente colombiano até 2030. Diferentemente do Brasil, a Colômbia não permite reeleição presidencial.
Candidatos à presidência da Colômbia
Iván Cepeda, filho do senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994, era favorito nas pesquisas do primeiro turno. Candidato da coalizão Pacto Histórico, Cepeda consolidou sua trajetória como defensor dos direitos humanos, destacando-se por sua atuação em negociações de paz e por denúncias contra o ex-presidente Álvaro Uribe no escândalo dos "falsos positivos" — assassinatos cometidos por forças de segurança e apresentados como mortes de guerrilheiros.
Cepeda defende que o conflito armado colombiano não se resolve apenas pela via militar. Entre suas propostas, estão o fortalecimento do diálogo com grupos armados, reformas sociais e agrárias, e a ampliação de políticas para redução das desigualdades.
Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos, destaca-se pelo discurso linha-dura contra o crime organizado e pela admiração a líderes como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele, presidente de El Salvador, com quem costuma ser comparado. À frente do movimento Defensores da Pátria, Espriella rejeita negociações com guerrilhas e promete intensificar ações militares para conter a violência.
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