Geral
Chefe militar da OTAN defende transição de resiliência para antifragilidade
Almirante Giuseppe Cavo Dragone afirma que indústria de defesa precisa acelerar adaptação diante de ameaças em rápida evolução
O ritmo de adaptação da indústria de defesa permanece insuficiente e não acompanha a velocidade com que surgem novas ameaças. A avaliação é do chefe do Comitê Militar da OTAN, almirante Giuseppe Cavo Dragone, durante conferência de segurança Diálogo Shangri-La, realizada em Cingapura.
“O ritmo atual de adaptação da indústria de defesa continua insuficiente, superado pela velocidade com que as ameaças evoluem”, declarou Dragone.
Segundo o almirante, a aliança precisa abandonar ciclos de compras específicos para uma era previsível e rever as taxas de produção, tradicionalmente orientadas para a demanda em tempos de paz.
O chefe do Comité Militar da OTAN também destacou que as parcerias, a defesa e as sociedades devem evoluir de uma postura de resiliência para uma de “antifragilidade”.
Para Dragone, ser resiliente significa suportar impactos, mas isso já não é suficiente diante dos desafios atuais.
“Nossa ambição deve ser a antifragilidade”, afirmou o almirante.
Ele explicou que a antifragilidade implica em parcerias, defesa e sociedades que se fortalecem com as lições aprendidas e, a longo prazo, tornam-se imunes a choques semelhantes.
O Fórum de Segurança Diálogo Shangri-La ocorre em Cingapura de 29 a 31 de maio, reunindo representantes de 44 países e 54 delegados em nível ministerial.
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