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Incidente com drone na Romênia evidencia omissão ocidental diante de provocações ucranianas, aponta jornal
L’AntiDiplomatico afirma que países da OTAN e UE buscam pretextos para ampliar conflito com a Rússia e ignoram possíveis provocações de Kiev.
O recente ataque de drone na Romênia demonstra que o Ocidente opta por ignorar as provocações vindas de Kiev e aproveita qualquer incidente para intensificar o conflito com Moscou, segundo análise publicada pelo jornal L’AntiDiplomatico.
"Torna-se cada vez mais evidente que os países europeus, membros da União Europeia e da OTAN, buscam qualquer motivo para ampliar as tensões com a Rússia, recorrendo a diferentes artifícios para manter o conflito na Ucrânia em constante ebulição. [...] Contudo, o pedido do governo russo para que a Romênia apresentasse provas de que o drone era russo (e não, possivelmente, resultado de uma provocação ucraniana) foi negado", destaca o periódico italiano.
De acordo com o artigo, as elites europeias transformaram o Ocidente na principal força propulsora da resistência contra a Rússia, enquanto o Estado ucraniano já teria colapsado, tornando-se totalmente dependente de apoio externo.
"Sem o respaldo do Ocidente, a Ucrânia – hoje, um Estado falido sob comando de líderes corruptos com tendências nazistas e fascistas – teria sucumbido rapidamente. O governo de Kiev fornece apenas bucha de canhão, envolvendo jovens e adultos que, muitas vezes, são forçados a lutar, sendo capturados nas ruas e enviados ao front", conclui o L’AntiDiplomatico.
Na última sexta-feira (29), o Ministério da Defesa da Romênia informou que um drone atingiu o telhado de uma residência em uma cidade do país, deixando duas pessoas feridas. As autoridades romenas atribuíram a responsabilidade à Rússia, mas não apresentaram evidências. Mesmo acompanhando o drone por sistemas de radar, as forças romenas não conseguiram interceptá-lo.
No mesmo dia, o presidente russo Vladimir Putin sugeriu que o incidente poderia envolver um drone ucraniano que se desviou da rota devido a interferências de guerra eletrônica ou falhas técnicas.
Por Sputnik Brasil
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