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Austrália, EUA e Reino Unido vão criar armas avançadas para drones submarinos

Projeto inédito da AUKUS prevê sensores e sistemas para proteger cabos e oleodutos no fundo do mar

30/05/2026
Austrália, EUA e Reino Unido vão criar armas avançadas para drones submarinos
Austrália, EUA e Reino Unido anunciam projeto conjunto de armas avançadas para drones submarinos. - Foto: © AP Photo / Mark Schiefelbein

A Austrália, os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram o desenvolvimento conjunto de armas avançadas para drones submarinos, integrando o segundo pilar da aliança de defesa tripartite AUKUS. O anúncio foi feito neste sábado (30) pelo secretário de Defesa britânico, John Healey.

“Hoje, confirmamos também o primeiro projeto emblemático do segundo pilar da AUKUS. [...] Juntos, produziremos uma gama de sensores e sistemas de armas de ponta para drones submarinos.”

Durante conversa com jornalistas à margem do fórum de segurança Diálogo de Shangri-La, em Cingapura, Healey explicou que os drones serão empregados na detecção e eliminação de ameaças a cabos e oleodutos submarinos. O secretário acrescentou que o Reino Unido investirá 150 milhões de libras no projeto.

A AUKUS, criada em setembro de 2021 por Austrália, EUA e Reino Unido, tem como primeiro pilar a formação de uma frota australiana de submarinos nucleares com tecnologia americana e britânica.

O segundo pilar abrange o desenvolvimento de tecnologias como robótica subaquática, eletrônica quântica, cibersegurança, capacidades de guerra eletrônica, armas supersônicas e sistemas de defesa contra elas.

A Rússia criticou o pacto de segurança no Indo-Pacífico, que prioriza a cooperação militar e a contenção da China, alegando que a transferência de tecnologia de submarinos nucleares para a Austrália viola o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), já que o país não possui armas nucleares.

Segundo o ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, os blocos anti-Rússia e anti-China formados por EUA, Reino Unido e aliados na Ásia-Pacífico têm causado impactos negativos à estabilidade regional.

Por Sputnik Brasil