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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas: decisão tem viés eleitoral, avaliam especialistas

Especialistas apontam motivação política e possíveis impactos econômicos após decisão dos Estados Unidos de rotular facções brasileiras como terroristas.

29/05/2026
EUA classificam PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas: decisão tem viés eleitoral, avaliam especialistas
Decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas gera debate sobre impactos políticos e econômicos. - Foto: © telegram SputnikBrasil

Os Estados Unidos oficializaram a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas, cumprindo uma promessa feita há meses. A decisão foi tomada logo após a visita do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar dos apelos contrários do governo brasileiro.

“Há uma tentativa de mobilizar determinados segmentos da sociedade brasileira para provocar essa movimentação ideológica, não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. Veio em uma hora muito oportuna, que antecede as campanhas eleitorais para a Presidência da República, sem ter nenhum efeito prático no combate à violência e à criminalidade”, avalia o comentarista José Ricardo Bandeira, em entrevista à Sputnik Brasil.

Segundo Bandeira, o enfrentamento dessas organizações só será eficaz com uma política de segurança pública integrada entre governos federal e estaduais, além da quebra do domínio territorial das facções, que atualmente controlam áreas habitadas por mais de 50 milhões de brasileiros — cerca de 24% da população.

Já o professor de relações internacionais Thiago Rodrigues alerta para possíveis reflexos negativos na economia nacional: “Seja no sistema financeiro, na economia formal ou até no agronegócio, que pode ser acusado, por exemplo, de usar uma empresa de transporte que, por alguma razão, esteja envolvida com o PCC, até sem saber.”

O analista militar Robinson Farinazzo destaca que o Comando Vermelho, agora considerado terrorista pelos EUA, mantém intercâmbio militar com forças ucranianas, treinando seus membros para operações de combate e uso de drones. Ele questiona se, com a nova classificação, os recrutadores envolvidos nessas atividades sofrerão sanções por parte de Washington.

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