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Tecnologias disruptivas podem levar o Brasil à soberania tecnológica?
Especialistas apontam que inovação e políticas públicas são essenciais para transformar potencial científico em desenvolvimento econômico.
O anúncio de investimentos do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) em infraestrutura, alta tecnologia e ciência reacendeu o debate sobre os caminhos do desenvolvimento tecnológico brasileiro. Apesar da herança de uma industrialização tardia e de um modelo econômico historicamente agroexportador, o Brasil mantém relevância na produção científica mundial e acumula experiências de inovação em áreas estratégicas.
Desafios para inovação disruptiva
Segundo o pesquisador José Augusto Zague, o país enfrenta dificuldades para desenvolver tecnologias disruptivas e investe pouco em inovação, especialmente quando comparado a outras economias emergentes. Ele destaca ainda que a perda de capacidade industrial nas últimas décadas afetou setores estratégicos, como o de defesa.
Importância de políticas públicas integradas
Para o cientista da computação Claudio Miceli, o potencial das tecnologias disruptivas para impulsionar o desenvolvimento brasileiro depende menos das ferramentas em si e mais da existência de uma estratégia nacional capaz de conectá-las ao fortalecimento produtivo. “O que a gente precisa mais do que a IA é uma política pública que dê ao engenheiro brasileiro e a toda essa cadeia produtiva da indústria condições para prosperar”, afirma.
Miceli ressalta que a inteligência artificial (IA) e outras tecnologias emergentes podem criar empregos, agregar valor e fortalecer cadeias produtivas, mas isso exige coordenação entre Estado, indústria e pesquisa. Ele defende que essas novas tecnologias sejam utilizadas para gerar efeitos de encadeamento sobre setores estratégicos da economia.
Potencial acadêmico e desafios nacionais
De acordo com Miceli, o Brasil possui condições objetivas para transformar sua relevância acadêmica em inovação tecnológica e desenvolvimento econômico, mas ainda carece de um projeto nacional capaz de articular ciência, indústria e mercado.
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