Geral
Ouro fecha em alta com expectativas por acordo no Oriente Médio e alívio inflacionário
Avanço nas negociações geopolíticas e queda do petróleo impulsionam valorização do metal precioso
O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira, 29, em alta, ampliando os ganhos da véspera diante das expectativas positivas em relação às negociações para o fim do conflito no Oriente Médio. O otimismo no cenário geopolítico contribuiu para a formação de expectativas sobre os juros, favorecendo o metal dourado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto subiu 1,33%, fechando a US$ 4.593,0 por onça-troy e acumulando alta semanal de 1,54%. Já a prata para julho recuou 0,05%, a US$ 75,875 por onça-troy, com queda semanal de 0,42%.
Segundo a TD Securities, o mercado de metais preciosos ganhou novas perspectivas diante das esperanças de um acordo, apesar das incertezas que ainda cercam as negociações. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no início da tarde que participou de uma reunião para tomar a decisão final, mas reiterou a sua posição sobre os dois principais pontos de tensão: o programa nuclear do Irã e o controle do Estreito de Ormuz. No entanto, a imprensa iraniana contestou algumas declarações de Trump, afirmando que não constam no rascunho final do acordo, como a reabertura total da via marítima e o destino dos recursos nucleares iranianos.
O ambiente também resultou na queda dos preços do petróleo — o Brent recuou para abaixo de US$ 90 —, o que aliviou preocupações inflacionárias e pressionou o dólar e os rendimentos dos Tesouros, oferecendo suporte adicional ao ouro, conforme análise do Saxo Bank. Já o Commerzbank destacou que, em meio ao ajuste das expectativas de política monetária, o ouro se beneficia como ativo de proteção, por não oferecer rendimento. Por volta das 14h30 (horário de Brasília), o mercado projetava março de 2027 como o próximo mês provável para uma alta dos juros nos EUA, segunda ferramenta do CME Group.
No radar dos investidores, autoridades do Federal Reserve (Fed) divergiram sobre os próximos passos da política monetária. Enquanto a vice-presidente de Supervisão, Michelle Bowman, defendeu uma postura mais restritiva, a presidente do Fed da Filadélfia, Anna Paulson, manifestou apoio à manutenção dos juros, conforme informações da Bahá.
Com informações de Dow Jones Newswires
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