Geral
Bolsas europeias fecham sem direção única após sinalizações de Trump sobre conflito EUA-Irã
Mercados reagem a possíveis avanços diplomáticos e indicadores econômicos na Europa, com destaque para setores sensíveis ao crescimento.
As bolsas europeias encerraram o pregão desta sexta-feira (29) sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante das sinalizações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de extensão do cessar-fogo com o Irã. Segundo Trump, "pontos menos importantes foram acordados" e uma reunião decisiva seria realizada ainda nesta tarde para tratar do conflito. O anúncio trouxe alívio momentâneo aos mercados e favoreceu setores sensíveis ao crescimento econômico, enquanto investidores também monitoraram indicadores regionais e tensões geopolíticas no Leste Europeu.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,16%, aos 10.409,28 pontos. Já em Frankfurt, o DAX avançou 0,08%, fechando a 25.113,06 pontos. O CAC 40, de Paris, perdeu 0,07%, a 8.183,34 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,42%, atingindo 50.036,75 pontos. O Ibex 35, de Madri, teve alta de 0,75%, a 18.415,90 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, caiu 0,12%, a 9.076,53 pontos. Os dados são preliminares.
O mercado ganhou impulso após Trump informar que condiciona avanços a garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares e manterá a navegação livre no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.
Na agenda econômica, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) da França apontou contração de 0,1% no primeiro trimestre, frustrando expectativas do mercado. Já o índice de preços ao consumidor (CPI) da Alemanha desacelerou para 2,6% em maio, abaixo do projetado pelos analistas.
Entre os setores de destaque, o aeroespacial e de defesa voltou a subir: a Airbus avançou cerca de 1,2%, enquanto a polonesa Creotech Instruments saltou mais de 4%, impulsionadas pelo aumento das perspectivas de gastos europeus com defesa após um ataque de drone russo na Romênia.
No segmento farmacêutico, a GSK recuou cerca de 1,4%, mesmo após o Jefferies destacar o potencial de seu medicamento experimental contra hepatite B. Já a Bayer sofreu queda de 4,2%, pressionada por preocupações renovadas sobre disputas judiciais nos Estados Unidos. Bancos (+1,06%) e empresas de viagens e lazer (+1,21%) também figuraram entre os destaques positivos do dia.
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