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Perito afirma que Henry Borel teve morte 'lenta e agônica' e descarta acidente

Testemunha aponta que múltiplas lesões não poderiam ter sido causadas por queda da cama, contrariando versão da defesa de Jairinho.

29/05/2026
Perito afirma que Henry Borel teve morte 'lenta e agônica' e descarta acidente
Perito afirma que Henry Borel teve morte 'lenta e agônica' e descarta acidente - Foto: YOUTUBE/Reprodução Fonte: Agência Senado

No quinto dia de julgamento sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, o perito Luiz Carlos Leal Prestes afirmou nesta sexta-feira (29) que a criança teve uma morte “lenta e agônica” e que “sofreu até sucumbir”.

Segundo Prestes, Henry já chegou morto ao hospital Barra D'Or, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, o que contraria uma das versões da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, de que o menino poderia ter falecido durante manobras de reanimação.

"Essa foi uma morte lenta, agônica. Essa criança sofreu. Com a multiplicidade de lesões, ela deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer e entrar em óbito. Ela sofreu durante um tempo até sucumbir", declarou o perito.

Prestes também destacou que as múltiplas lesões causadas em Henry não poderiam, "de forma nenhuma", ter sido causadas por uma queda acidental da cama, hipóteses apresentadas pela defesa de Jairinho.

"De forma nenhuma (queda como motivo das lesões). A gente começa a desconfiar dessa versão porque uma criança de 4 anos consegue se defender. Estamos falando de uma criança ativa. Uma queda poderia causar uma única lesão, jamais o que vimos, essa multiplicidade de lesões em várias regiões", explicou Prestes.

Durante o depoimento, Monique Medeiros precisou de atendimento médico ao ver as fotos do corpo de Henry exibidas aos jurados.

Prestes foi a primeira testemunha a depor neste quinto dia de júri. Ainda estão previstos os depoimentos do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do pai de Henry, Leniel Borel . Até o momento, dez pessoas já foram ouvidas. Ao todo, 27 testemunhas foram convocadas para o julgamento.

Já foram ouvidos no Tribunal do Júri:

- Edson Henrique Damasceno (Delegado responsável pela investigação sobre a morte de Henry)

- Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas (Delegada responsável pela investigação sobre a morte de Henry)

- Rafael Bernardon Ribeiro (Psiquiatra)

- Maria Cristina de Souza Azevedo (Médica que atendeu Henry)

- Kaylane de Oliveira Duarte Pereira (Filha da ex-namorada de Jairinho)

- Natasha de Oliveira Machado (Ex-namorada de Jairinho)

- Débora Mello Saraiva (Ex-namorada de Jairinho)

- Leila Rosângela de Souza Mattos (Ex-funcionária de Jairinho e Monique)

- Tereza Cristina dos Santos (Cabeleireira que atendeu Monique semanas antes da morte de Henry)

- Paloma dos Santos Meireles (Manicure de Monique)