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Presidente do Fed de Kansas City alerta para persistência da inflação elevada

Jeff Schmid descarta caráter transitório da alta de preços e reforça compromisso do banco central norte-americano com a estabilidade monetária

29/05/2026
Presidente do Fed de Kansas City alerta para persistência da inflação elevada
de Kansas City, Jeffrey Schmid - Foto: Reprodução

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Kansas City, Jeff Schmid, destacou nesta sexta-feira (7) que a inflação segue sendo sua principal preocupação para a condução da política monetária nos Estados Unidos. Segundo ele, os preços permanecem "muito altos e acima da meta há bastante tempo", o que exige cautela das autoridades monetárias.

"Não há muita importância à suposição de que a recente alta dos preços seja transitória dentro de um horizonte temporal aceitável. Assim sendo, meu foco permanece na inflação para definir o boato correto da política monetária", afirmou Schmid, durante discurso na Conferência Econômica de Reykjavik 2026.

O dirigente ressaltou que o Fed deve manter seu compromisso com a estabilidade de preços e sinalizar à sociedade o objetivo de reduzir a inflação. Ele explicou que o aumento dos preços de energia, provocado pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, tem elevado os custos – ainda que de forma "relativamente moderada" –, pressionando a inflação.

“O IPC subiu 3,8% em 12 meses até abril, e os preços aumentados da gasolina foram parte importante desse avanço, ainda que não tenham sido o único fator.

Schmid avaliou que a alta do petróleo afetava o poder de compra, mas observou que a economia dos EUA está hoje menos vulnerável aos choques energéticos do que no passado. Apesar do choque “sem precedentes” no comércio global e nos mercados de petróleo, a maioria dos indicadores econômicos aponta para a manutenção de um crescimento estável.

Sobre o mercado de trabalho, Schmid afirmou que o setor está “em equilíbrio”, impulsionado principalmente por contratações no segmento de saúde. Ele também investigou o impacto da inteligência artificial (IA), destacando que há sinais de que a tecnologia tem reduzido o ritmo de contratações, mas sem provocar demissões em massa. "A baixa contratação é um aspecto mais geral e não se deve apenas à IA", comentou.

“Manteremos a disposição para tomar as medidas possíveis para cumprir nossos objetivos”, afirmou. “Não estamos sendo muito restritivos na política monetária neste momento, mas pode ser necessário avaliar como fazer a mais restritiva”, completou Schmid.