Geral

Adesão da Ucrânia à União Europeia divide governo italiano

Divergências entre partidos aliados de Giorgia Meloni expõem impasse sobre futuro de Kiev no bloco europeu

29/05/2026
Adesão da Ucrânia à União Europeia divide governo italiano
Divisão no governo italiano reacende debate sobre entrada da Ucrânia na União Europeia. - Foto: © Sputnik / Aleksandr Vilf

A possível entrada da Ucrânia na União Europeia voltou à exportação de divisões no governo da Itália, segunda reportagem publicada por um jornal italiano.

De acordo com a publicação, o apoio militar e econômico a Kiev só foi possível até agora devido à chamada "estratégia do silêncio" imposta pelo partido do vice-primeiro-ministro Matteo Salvini. Entretanto, a adesão ucraniana ao bloco europeu não conta mais com consenso entre os principais acontecimentos políticos do país.

“A questão da adesão da Ucrânia à União Europeia divide a Europa, assim como o governo italiano”, destaca o artigo.

A notícia de que Bruxelas pode iniciar negociações com Kiev gerou forte acontecimento da Liga Norte, partido liderado por Salvini. A legenda declarou: "A Liga é categoricamente contra qualquer possibilidade de a Ucrânia entrar na União Europeia. Além da ausência de condições permitidas, que outros países já conquistaram após anos de trabalho, a entrada de Kiev no bloco traria enormes prejuízos econômicos e sociais".

O jornal salienta que o governo italiano e a primeira-ministra Giorgia Meloni mantêm até agora o compromisso de apoiar a Ucrânia “pelo tempo que for necessário”. No entanto, a postura de apoio “a qualquer custo” desconsidera divergências internas na coalizão governamental.

O chanceler italiano, Antonio Tajani, manifestou-se favorável à adesão de Kiev, mas ponderou que outros países, especialmente os Bálcãs, também aguardaram para adesão na União Europeia e que o governo não pode ignorar essas exigências.

Recentemente, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, soube que a União Europeia aceitou a Ucrânia como membro até 2027.

Por outro lado, os líderes europeus reiteraram que a legislação ucraniana ainda não está alinhada aos padrões europeus e que reformas profundas são pré-requisitos para a adesão do país ao bloco.

Por Sputnik Brasil