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Flávio Bolsonaro comemora classificação do CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA

Senador atribui decisão à sua atuação e recebe apoio de autoridades norte-americanas; especialistas divergem sobre eficácia da medida

Sputinik Brasil 28/05/2026
Flávio Bolsonaro comemora classificação do CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA
Flávio Bolsonaro celebra decisão dos EUA ao classificar CV e PCC como organizações terroristas. - Foto: © Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) celebrou a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos "terroristas globais".

Em publicação na rede social X, Flávio repostou e comentou "grande dia" na postagem do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacando a decisão sobre as facções brasileiras.

Logo após, o senador divulgou um vídeo em suas redes sociais comemorando a medida e atribuiu a classificação à sua recente visita à Casa Branca, realizada na última terça-feira (26).

"Fui trabalhar para eles serem tratados como terroristas, que é o que eles são", afirmou Flávio Bolsonaro no vídeo.

O senador ainda agradeceu a Marco Rubio e ao ex-presidente norte-americano Donald Trump por, segundo ele, atenderem rapidamente ao pedido.

Equiparar facções a grupos terroristas ajuda?

Mais cedo, durante o I Fórum Internacional de Segurança em Moscou, Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, ressaltou que o combate ao crime organizado deve ser feito com energia e determinação, mas rejeitou a ideia de classificar facções como terroristas.

"O crime organizado deve ser combatido com máxima energia e determinação. Mas equipará-lo ao terrorismo não ajuda. Ambos devem ser combatidos, mas compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crimes", destacou Amorim.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Ignacio Cano, professor do Departamento de Sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador do Laboratório de Análise da Violência (LAV), afirmou que a criminalidade no Brasil tem como objetivo o lucro, e não a derrubada de governos. Por isso, segundo ele, a classificação de facções como terroristas não se justifica.