Geral
Consumo de energia no País tem segunda queda consecutiva e recua 2,3% em março, aponta EPE
Todos os segmentos registraram retração; mercado livre cresce, mas consumo regulado cai 5,8% no mês
O consumo nacional de energia elétrica atingiu 48.886 gigawatts-hora (GWh) em março, representando uma queda de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) . Trata-se da segunda retração mensal consecutiva, com redução registrada em todas as classes de consumo: residencial (-2,6%), industrial (-1,3%), comercial (-0,4%) e outras (-6,4%), sendo este último influenciado principalmente pelo menor consumo rural.
No setor industrial, a queda foi na quinta seguida, resultado do recuo em 22 dos 37 segmentos monitorados pela EPE. O destaque ficou para a metalurgia, que apresentou retração de 7,9% em março. Já o consumo residencial foi impactado por condições climáticas mais amenas, enquanto o segmento comercial teve uma redução menor, reflexo do desempenho mais contido do comércio e do clima favorável.
Regionalmente, Norte (+9,0%), Nordeste (+0,4%) e Centro-Oeste (+0,2%) registraram aumento no consumo, enquanto Sul (-1,7%) e Sudeste (-5,5%) registraram queda. No acumulado de 12 meses, o consumo nacional somou 566.242 GWh, queda na estabilidade em relação ao período anterior, mesmo diante das recentes retrações.
Considerando o ambiente de contratação, o mercado livre (ACL) respondeu por 44,8% do consumo em março de 2026, totalizando 21.887 GWh. Em comparação a março de 2025, o consumo no ACL cresceu 2,4% e o número de lucros avançou 23,6%. O Norte liderou a expansão do consumo no mercado livre (+12,5%) e também registrou o maior aumento de consumidores livres (+37,4%).
O mercado regulado das distribuidoras (ACR) manteve a maior participação, com 26.999 GWh (55,2% do total), mas apresentou queda de 5,8% no consumo em março de 2026, apesar do aumento de 1,7% no número de consumidores. No ACR, apenas o Norte registrou alto consumo (+5,8%), enquanto o Centro-Oeste destacou-se pelo maior crescimento de consumidores cativos (+2,3%).
A EPE ressaltou ainda o avanço da migração para o mercado livre desde a abertura para todos os consumidores do grupo A (alta tensão), em janeiro de 2024, conforme previsto na portaria do MME 50/2022. Desde então, foram registradas 26 mil migrações em 2024 e outras 19 mil em 2025.
“Com base no relatório de migração para o ACL da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), referente a março de 2026, a estimativa é de que quase 10 mil consumidores migrem para o mercado livre ao longo de 2026”, informou a EPE.
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
-
5FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão