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Conflito no Oriente Médio ameaça 45 milhões com fome extrema, alerta chefe da ONU
António Guterres destaca que bloqueio no estreito de Ormuz agrava risco de recessão global e crise alimentar.
O agravamento do conflito no Oriente Médio coloca em risco a segurança alimentar de 45 milhões de pessoas, que podem enfrentar fome extrema devido à escassez de fertilizantes e à redução das colheitas. O alerta foi feito nesta quinta-feira (30) pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.
Segundo Guterres, caso a crise envolvendo o Irã se prolongue até meados deste ano, 32 milhões de pessoas devem cair abaixo da linha da pobreza, enquanto outros 45 milhões enfrentarão fome extrema em razão da diminuição na oferta de fertilizantes, o que compromete as safras agrícolas.
“A crise no Oriente Médio já dura três meses. Apesar do frágil cessar-fogo, as consequências tornam-se mais graves a cada hora. Estou profundamente preocupado com a restrição dos direitos e liberdades de navegação na região do estreito de Ormuz”, declarou Guterres a jornalistas.
O secretário-geral afirmou ainda que as consequências das hostilidades no golfo Pérsico devem persistir até o final do ano. Ele alertou que o mundo já sente sinais de uma recessão global, com impactos devastadores para pessoas, economias e a estabilidade política e social.
Guterres explicou que os países em desenvolvimento serão os mais atingidos, pois enfrentam dívidas insustentáveis e têm pouca capacidade de resposta à crise. Isso deve levar à perda massiva de empregos, aumento da pobreza e agravamento da fome nessas regiões.
“Minha mensagem para todas as partes é muito clara: o direito e a liberdade de navegação devem ser restaurados imediatamente... Abram o estreito. Deixem passar todos os navios. Deixem a economia global respirar novamente”, conclamou o chefe da ONU.
Ele ressaltou que, além da abertura física do estreito, é necessário garantir navegação segura e previsível para evitar o colapso do comércio global.
Devido à intensificação do conflito, a passagem de navios pelo estreito de Ormuz está praticamente paralisada. A rota é fundamental para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo, respondendo por cerca de 20% do fornecimento mundial desses recursos energéticos.
Por Sputnik Brasil
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