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Marinho acusa entidades de 'terrorismo' em debate sobre jornada de trabalho e garante negociação
Ministro do Trabalho afirma que não haverá redução salarial ou demissões e reforça diálogo sobre mudanças na jornada semanal.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (30) que algumas entidades setoriais estão promovendo "terrorismo" durante as discussões sobre o possível fim da escala de trabalho de seis dias trabalhados por um de folga (6x1). Segundo Marinho, o governo assegura que não haverá redução salarial nem demissões em razão da eventual mudança na jornada trabalhista.
Durante participação no programa "Bom dia, Ministro", da EBC, Marinho enfatizou que todas as partes envolvidas serão ouvidas nas negociações sobre o fim da escala 6x1. O projeto de lei em análise propõe a redução do limite da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado, e veta qualquer diminuição de salário.
O ministro também abordou a regulamentação do trabalho por aplicativo, pauta presente desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. "É lamentável que a regulamentação do trabalho por aplicativo não tenha avançado, empacou", declarou Marinho.
Ele ressaltou ainda que as empresas de aplicativos estariam "satisfeitas", enquanto os trabalhadores permanecem "desprotegidos". No momento, Marinho avaliou que não há condições políticas no Congresso para avançar nessa agenda, que deve ficar para depois das eleições de 2026.
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