Geral
Webb detecta ponto vermelho com raios X e reforça teoria das estrelas de buraco negro (IMAGEM)
A detecção de raios X no mesmo local de um dos misteriosos "pontinhos vermelhos" por James Webb reforça a hipótese de que esses objetos são estrelas de buraco negro — nuvens gigantes de gás alimentadas por um buraco negro supermassivo em formação — e pode representar um avanço decisivo na compreensão da origem das primeiras galáxias.
A identificação de um fraco sinal de raios X exatamente no mesmo ponto de um dos misteriosos "pontinhos vermelhos" observados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) reforçou a hipótese de que esses objetos compactos e extremamente distantes sejam "estrelas de buraco negro".
A descoberta, feita ao comparar dados do JWST com arquivos do Observatório de Raios X Chandra, pode representar um avanço decisivo na compreensão da origem dos primeiros buracos negros do Universo.
Os pontinhos vermelhos já foram considerados uma das descobertas mais intrigantes do JWST, possivelmente tão impactantes quanto à revelação da energia escura em 1998. Se confirmados como núcleos embrionários de buracos negros supermassivos, eles preencheram uma lacuna fundamental na teoria da formação das galáxias, explicando como estruturas tão massivas surgiram tão cedo na história cósmica.

O novo ponto de raios X, catalogado como 3DHST-AEGIS-12014, foi registrado nos dados do Chandra há mais de uma década, mas só ganhou relevância quando sua posição coincidiu exatamente com um dos pequenos pontos vermelhos do JWST. A energia emitida lembra a de quasares, embora o objeto seja muito mais compacto — com apenas algumas centenas de anos-luz — e muito mais frio, como mostram estudos que detectaram vapor d'água em sua composição.
Esses objetos também são extremamente antigos. Segundo os pesquisadores, o 3DHST-AEGIS-12014 foi visto como era há 11,8 bilhões de anos, quando o Universo tinha menos de 2 bilhões de anos. Sua existência pode ajudar a resolver um dos maiores enigmas da astrofísica: se os buracos negros supermassivos se formam lentamente, pela fusão de buracos negros menores, ou rapidamente, pelo colapso direto de gigantescas nuvens de gás.
Uma teoria mais recente sugere que os pontinhos vermelhos são nuvens densas que escondem um buraco negro em crescimento, que consome o gás de dentro para fora. Normalmente, essa nuvem absorveria todos os raios X emitidos, impedindo sua detecção. Por isso, encontrar um ponto vermelho que brilha em raios X indica que ele pode estar em um estágio de transição, com "janelas" abertas na nuvem permitindo que a radiação escape.
As observações do Chandra sugerem ainda que o brilho dos raios X pode estar variando, possivelmente devido à rotação da nuvem e à mudança das aberturas que deixam a radiação passar. Embora exista uma hipótese alternativa — um buraco negro cercado por poeira quente exótica — ela é considerada provável, já que tal poeira nunca foi observada.
Para os pesquisadores, este pode ser o primeiro pequeno ponto vermelho em transição já identificado, oferecendo uma visão iniciada do interior dessas estruturas. Se confirmado, seria a evidência mais forte até agora de que o crescimento de buracos negros supermassivos está no centro da formação desses objetos compactos e avermelhados.
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
-
5FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão