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Vendas da Bunge disparam para US$ 21,86 bilhões, mas lucro líquido recua
Aquisição da Viterra impulsiona receita, mas lucro líquido cai 66,2% no primeiro trimestre de 2026; empresa revisa projeções para o ano
A Bunge, multinacional norte-americana do setor de agronegócio, registrou vendas líquidas de US$ 21,86 bilhões no primeiro trimestre de 2026 , um salto expressivo em relação aos US$ 11,64 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pela integração dos negócios da Viterra.
Apesar do crescimento nas vendas, o lucro líquido atribuível foi de US$ 68 milhões (US$ 0,35 por ação), representando uma queda de 66,2% frente aos US$ 201 milhões (US$ 1,48 por ação) registrados em igual intervalo de 2025. O lucro ajustado caiu US$ 1,83 por ação, ligeiramente acima dos US$ 1,81 por ação do ano anterior.
O lucro antes de juros e impostos (EBIT) somou US$ 184 milhões, rendimento anual de 43,9%. Por outro lado, o EBIT melhorou avançou 55%, chegando a US$ 561 milhões, contra US$ 362 milhões no primeiro trimestre de 2025.
Segundo o CEO Greg Heckman, a companhia entregou um trimestre sólido diante de um dos ambientes de mercado mais voláteis dos últimos anos, marcado por incertezas geopolíticas e mudanças nos fluxos comerciais. O executivo destacou a capacidade da plataforma global da Bunge para capturar oportunidades e gerenciar riscos com disciplina e rapidez.
No detalhamento dos segmentos, o processamento e refino de soja apresentou resultados mais robustos, com destaque para a América do Sul, especialmente Argentina e Brasil. O segmento de oleaginosas como canola e girassol também cresceu em todas as regiões, beneficiado pela maior capacidade produtiva e originação em mercados como Canadá e Austrália após a integração com a Viterra.
A área de óleos tropicais e ingredientes especiais registrados melhorou na Ásia e na Europa. Já os segmentos de grãos e minérios foram específicos pelo desempenho do frete marítimo, embora profundamente de trigo e algodão global tenham apresentado resultados superiores.
Diante dos resultados e das condições de mercado, a Bunge elevou sua projeção de lucro ajustada para 2026 para o intervalo entre US$ 9,00 e US$ 9,50 por ação, ante a estimativa anterior de US$ 7,50 a US$ 8,00. A companhia também prevê investimentos de capital (Capex) entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,7 bilhão, além de despesas líquidas de juros entre US$ 620 milhões e US$ 660 milhões.
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