Geral
Prévia da inflação avança para 0,89% em abril, maior taxa desde 2022
Alta de combustíveis e alimentos impulsiona IPCA-15, que acumula 4,37% em 12 meses e reforça cautela na política de juros.
Sob pressão do aumento nos preços dos combustíveis e dos alimentos, a previsão da inflação oficial no Brasil acelerou de 0,44% em março para 0,89% em abril. Trata-se dos maiores impostos para o mês desde 2022, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 28.
O resultado ficou abaixo das estimativas mais otimistas dos analistas do mercado financeiro consultados pelas Projeções Broadcast, que previam altas entre 0,90% e 1,11%, com mediana positiva de 0,98%. Ainda assim, a inflação acumulada em 12 meses voltou a acelerar, após dois meses de resfriamento, atingindo 4,37% em abril.
Mesmo com o indicador surpreendente para baixo, a Genial Investimentos elevou a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, de 12,50% para 13,25% ao final de 2026, após o IPCA-15 de abril apresentando uma composição considerada pior do que o esperado. “O sinal aqui é de reforço da cautela para a condução da política monetária, e não o contrário”, afirmou o economista sênior da Genial, Gabriel Pestana, em nota.
Para o chefe de macroeconomia da Kinitro Capital, João Savignon, as surpresas de baixa em abril vieram de itens voláteis, com destaque para as passagens aéreas, enquanto medidas mais qualitativas, como os serviços intensivos em mão de obra, superaram as expectativas.
Impacto nos juros
“Numa primeira avaliação, o qualitativo segue ruim, em linha com as últimas divulgações, o que é negativo para o Comitê de Política Monetária (Copom, do Banco Central), mesmo com o número cheio abaixo do esperado”, avaliou Savignon, acrescentando que o cenário deve reforçar a cautela do colegiado, que deve manter o ritmo de redução da Selic em 0,25 ponto percentual.
Variações
Os aumentos nos preços de Alimentação e Bebidas (1,46%) e Transportes (1,34%) responderam juntos por cerca de dois terços de toda a inflação de abril. Ao somar a contribuição do grupo Saúde (0,93%), essa fatia chega a 80% do IPCA-15 do mês.
Na decorrência da guerra entre EUA, Israel e Irã, os combustíveis subiram 6,06% em abril. A gasolina teve alta de 6,23%, sendo o principal impacto individual sobre a inflação do mês (0,32 ponto percentual). O óleo diesel subiu 16%, a terceira maior fonte de pressão (0,04 ponto percentual). O etanol avançou 2,17%, enquanto o gás veicular recuou 1,55%.
Os gastos das famílias com alimentação para consumo em casa subiram pelo quarto mês consecutivo em abril, com alta de 1,77%. Destacaram-se os aumentos da cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa-vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%). Por outro lado, maçã (-4,76%) e café moído (-1,58%) ficaram mais baratos.
Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,70% em abril: o lanche avançou 0,87% e a refeição fora de casa aumentou 0,65%.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
-
5FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão