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Matéria escura em decaimento pode explicar buracos negros gigantes detectados pelo James Webb
Nova hipótese sugere que energia liberada pela matéria escura acelerou a formação de buracos negros supermassivos no início do Universo.
Buracos negros supermassivos detectados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) no universo primordial reacenderam um antigo enigma cosmológico: como esses objetos conseguiram atingir massas tão colossais quando o cosmos tinha apenas cerca de 500 milhões de anos?
A teoria tradicional prevê que esse crescimento levaria pelo menos 1 bilhão de anos, o que cria uma lacuna significativa entre os modelos existentes e as observações recentes.
Uma nova hipótese, proposta por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Riverside, sugere que a matéria escura — responsável por 85% da matéria do Universo — pode ter desempenhado um papel decisivo nesse processo. De acordo com o estudo, a energia liberada pelo decaimento da matéria escura teria alterado profundamente as primeiras galáxias, criando condições favoráveis para o surgimento precoce desses titãs cósmicos.
Essa energia adicional pode ter acelerado o colapso de nuvens de gás, permitindo a formação direta de buracos negros iniciais.
Fonte: Sputnik Brasil
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