Geral
Durigan afirma que FGO terá aporte suficiente para garantir renegociações do Desenrola
Ministro da Fazenda detalha apoio do Fundo de Garantia de Operações para viabilizar renegociação de dívidas e diz que anúncio oficial será feito em breve pelo presidente Lula.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que o programa Desenrola Brasil contará com aporte do Fundo de Garantia de Operações (FGO), destinado a assegurar parte dos riscos em empréstimos e financiamentos para microempresas, empresas de pequeno porte, microempreendedores individuais e profissionais liberais. O anúncio foi feito após reunião com representantes do setor bancário em seu gabinete, em São Paulo, para discutir o programa voltado a pessoas endividadas.
“Sim, vai ter um aporte no FGO também. Vai ser o suficiente pra gente garantir a renegociação de quem quiser fazer. Nós vamos dar condições para uma renegociação no País”, declarou Durigan, ao ser questionado se os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seriam suficientes e se haveria outra fonte de financiamento para o programa.
Durante o dia, Durigan se reuniu com o presidente da Febraban, Isaac Sidney, e executivos dos bancos Itaú (Milton Maluly Filho), Santander (Mário Leão), BTG Pactual (André Esteves), Caixa (Carlos Antônio Fernandes), Nubank (Lívia Chaves) e Bradesco (Marcelo Noronha). Também participaram encontros com o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do Banco do Brasil, Felipe Guimarães, e um representante do Citibank.
Segundo o ministro, Fazenda e instituições bancárias chegaram a um consenso sobre taxas de juros e prazos para pagamento das dívidas a serem renegociadas. Durigan afirmou que não poderia antecipar mais detalhes, pois encaminhará ao presidente Lula as conclusões das reuniões, com anúncio oficial previsto ainda para esta semana.
“Estamos, hoje, concluindo aqui as conversas com as instituições financeiras, para entregar ao presidente essa semana o programa de renegociação das dívidas das famílias brasileiras. Vou contar para vocês como foi a reunião com os bancos. Tive aqui a honra de receber todos os CEOs dos principais bancos, inclusive do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, que estiveram comigo. A gente passou em revista todos os pontos do programa. A área técnica me acompanhou, trouxe a perspectiva, os bancos também. Eu arbitrei os pontos finais e vou levar ao presidente amanhã, para que o presidente nos próximos dias anuncie esse programa”, relatou Durigan.
O ministro explicou ainda que o Desenrola 2.0, como vem sendo chamado, seguirá a diretriz de exigir reduções nas dívidas que mais afetam as famílias brasileiras, especialmente as relacionadas ao cartão de crédito, Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e cheque especial.
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