Geral
PSD afasta aliança com PT e confirma apoio a Tarcísio em São Paulo, afirma Kassab
Presidente do PSD, Gilberto Kassab, reforça apoio a Ronaldo Caiado para 2026 e descarta aproximação com o PT em São Paulo.
O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (27) que não há qualquer possibilidade de o partido se aliar ao Partido dos Trabalhadores (PT) para a disputa ao governo de São Paulo. Kassab também reiterou o apoio incondicional ao governador Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato à Presidência da República em 2026.
Kassab defendeu o acordo de cooperação firmado pelo governador de Goiás com os Estados Unidos para exploração de terras raras, alvo de críticas da oposição e do governo federal. Segundo ele, a parceria não implica cessão de recursos naturais, mas sim transferência de tecnologia para o beneficiamento do mineral no Brasil.
"Diferente do que estão falando, ao contrário, o Ronaldo Caiado não entregou nada. Ele está trazendo tecnologia para poder beneficiar as terras raras aqui apuradas e, com isso, melhorar a condição de riqueza do país", declarou Kassab.
O presidente do PSD comparou o acordo ao histórico de exportação do minério de ferro brasileiro e defendeu que o modelo goiano pode gerar mais empregos e divisas ao processar os minerais internamente, em vez de exportá-los in natura.
Corrida presidencial
Kassab confirmou que o PSD trabalha para viabilizar a candidatura de Caiado à Presidência e destacou o perfil de estadista do governador de Goiás. "Desses pré-candidatos, aquele que representa mais a figura do estadista é o Ronaldo Caiado", afirmou.
O dirigente informou que o plano de governo da candidatura está sob coordenação do ex-ministro Roberto Brant, a quem classificou como "uma das pessoas mais respeitadas da vida pública brasileira", com atuação nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.
Sobre a escolha do vice, Kassab explicou que o tema ainda não está em discussão e que a decisão será tomada com base em critérios eleitorais e administrativos. "Será a pessoa que possa ajudá-lo a ganhar as eleições e a governar", disse, indicando que o assunto deve ser definido a partir de junho, próximo às convenções partidárias.
Kassab reconheceu o cenário de polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, mas acredita que o quadro pode mudar com o avanço da campanha.
"Existe uma rejeição muito grande. A sociedade brasileira quer que esteja à frente do país alguém que combata a corrupção, promova a reforma administrativa, implante o voto distrital e os aperfeiçoamentos necessários do Judiciário. E o PT não fez isso até hoje, nem o Bolsonaro", afirmou Kassab.
O presidente do PSD defendeu que o eleitor tende a buscar uma terceira via à medida que identificar candidatos com experiência para executar reformas, e não apenas apresentá-las em propostas.
Kassab também ressaltou a necessidade de reformas no Judiciário, sem citar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). "Teremos que ter um presidente que tenha coragem para fazer os ajustes e aperfeiçoamentos necessários que o Brasil precisa, inclusive no Judiciário", completou.
Em relação à organização partidária nos estados, Kassab afirmou que a pré-campanha de Caiado conta com estrutura em todas as regiões do país, destacando o apoio de governadores como Eduardo Leite (RS), Ratinho Junior (PR) e Paulo Hartung (ES). No Rio de Janeiro, o PSD trabalha para garantir um palanque com o governador Eduardo Paes ao lado de Caiado, independentemente de outras alianças que Paes possa manter.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão
-
5POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master