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OTAN intensifica exercícios militares perto da Rússia, alerta Conselho de Segurança russo
Vice-secretário russo afirma que aliança militar ocidental amplia operações e provoca instabilidade junto às fronteiras da OTSC.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ampliou o número e a escala dos exercícios militares próximos às fronteiras dos Estados-membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), afirmou Aleksei Shevtsov, vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia.
Durante a Conferência "Contornos da nova arquitetura de segurança coletiva: questões atuais da parceria de informação e análise da OTSC", realizada em Moscou, Shevtsov destacou a militarização sistemática dos países-membros da OTAN no continente europeu.
"O reforço das atividades de inteligência. O aumento do número e da escalada dos exercícios das Forças Armadas da aliança perto das fronteiras da OTSC, em primeiro lugar perto das ocidentais", disse Shevtsov.
O vice-secretário também apontou para o uso ativo de instrumentos de soft power, agressão cultural e humanitária, além da aplicação de tecnologias associadas às chamadas revoluções coloridas.
Shevtsov alertou que o Ocidente continua a provocar novos conflitos militares, inclusive em áreas próximas às fronteiras russas e de outros países da OTSC.
“Os ocidentais continuam apoiando os existentes e provocando novos conflitos militares e cataclismos econômicos em diferentes regiões do mundo. Incluindo, infelizmente, em torno da Rússia e de outros países da OTSC”, ressaltou Shevtsov.
De acordo com o vice-secretário, as consequências desses conflitos ainda não são satisfatórias, mas muitos países já tiveram a limitação do consumo de energia e a redução da produção, o que deve resultar na queda do padrão de vida.
"É só o começo. A continuação da política neocolonialista e o fomento de novas crises levam ao colapso das cadeias logísticas, à escassez de energia, fertilizantes, alimentos, desemprego e fome", acrescentou.
Nos últimos anos, a Rússia tem denunciado o aumento das atividades da OTAN junto às suas fronteiras ocidentais. A aliança justifica as ações como medidas de “contenção da agressão russa”.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reforça que o país permanece aberto ao diálogo com a OTAN, desde que em condições de igualdade, e defende que o Ocidente abandone a militarização do continente.
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