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Leitura física ou digital: qual formato faz mais sentido para o seu perfil acadêmico?

Pesquisa indica integração entre os dois formatos nos hábitos de leitura de universitários

Barbara Anselmo 27/04/2026
Leitura física ou digital: qual formato faz mais sentido para o seu perfil acadêmico?
- Foto: Divulgação

 A digitalização do ensino superior vem redefinindo os hábitos de estudo dos universitários brasileiros e reacende o debate sobre os formatos de leitura mais eficazes para o aprendizado. 

Segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). O conteúdo digital do setor editorial brasileiro faturou R$ 412,5 milhões em 2024, com crescimento de 21,6% (16% real), impulsionado principalmente pelas bibliotecas virtuais, que representam 44% da receita. O país soma cerca de 135 mil títulos digitais e lançou 15 mil novos títulos no ano.

Dados de mercado mostram que estudantes de cursos da área da saúde e das engenharias estão entre os principais usuários de livros digitais no ensino superior brasileiro. O avanço do formato eletrônico está associado à praticidade no acesso às obras, à possibilidade de buscas por palavras-chave e à mobilidade, características que atendem à rotina intensa e ao grande volume de conteúdo de alguns cursos. 

Segundo Erik Adami, diretor comercial da Minha Biblioteca, o digital contribui diretamente para a eficiência acadêmica. “A leitura digital contribui para um melhor aproveitamento do tempo, sobretudo em cursos com grande densidade de conteúdo técnico. O acesso simultâneo a diversas obras e a possibilidade de buscas rápidas tornam o estudo mais eficiente”, afirma.

Medicina: acesso rápido a múltiplas referências

Na Medicina, o uso do digital facilita a análise de casos clínicos e a comparação entre diferentes abordagens. O estudante costuma transitar por várias obras ao mesmo tempo, o que torna o formato eletrônico um aliado importante na rotina acadêmica.

Engenharia: apoio prático ao estudo

Nos cursos de Engenharia, a navegação dinâmica entre fórmulas, gráficos e disciplinas distintas reforça o uso das plataformas digitais como ferramenta central de apoio ao estudo técnico e à resolução de problemas.

Direito: equilíbrio entre papel e tela

No Direito, o livro físico ainda ocupa posição de destaque nas leituras extensas e na interpretação detalhada de textos jurídicos. O digital, por sua vez, avança como apoio estratégico para pesquisas pontuais, atualização legislativa e acesso rápido a jurisprudências.

Humanas e Letras: impresso segue dominante

Em cursos de Letras e Ciências Humanas, o apego ao papel permanece forte. Estudantes dessas áreas tendem a valorizar o livro impresso em atividades que exigem leitura aprofundada, reflexão contínua e maior concentração, além de menor exposição às telas.

O cenário que se desenha, portanto, não é de substituição, mas de convivência entre formatos. Enquanto o digital atende a perfis que demandam velocidade, mobilidade e grande volume de informação, o impresso segue relevante para quem prioriza imersão, análise crítica e leitura prolongada. No ensino superior, a escolha entre papel e tela parece cada vez mais ligada ao curso  e, principalmente, ao jeito de cada estudante aprender.