Geral
Dólar recua com alta do petróleo e impasse entre EUA e Irã
Moeda americana opera em baixa após negociações fracassadas entre EUA e Irã, alta do petróleo e projeções econômicas pressionarem o cenário doméstico.
O dólar apresenta queda no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 27, acompanhando o movimento de desvalorização global da moeda americana diante da alta dos preços do petróleo. O cenário é influenciado pelo fracasso das negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã, ocorrido no fim de semana no Paquistão.
De acordo com a Associated Press, o Irã enviou o bloqueio do Estreito de Ormuz e reabrir portos, em troca da retirada do programa nuclear das negociações com os EUA. A proposta, mediada pelo Paquistão, foi considerada pelo presidente americano, Donald Trump, que exige o fim do programa atômico iraniano.
No Brasil, os investidores repercutem o boletim Focus, que trouxe projeções de inflação mais elevadas. A mediana para o IPCA de 2026 subiu pela sétima semana consecutiva, de 4,80% para 4,86%, eliminando-se do teto da meta do Banco Central (4,50%), influenciada pela alta do petróleo. Para 2027, a projeção subiu pela quinta semana, de 3,99% para 4,0% (ante 3,84% há um mês).
As concessões de crédito livre dos bancos cresceram 19,4% em março na comparação com fevereiro, totalizando R$ 663,3 bilhões. Em 12 meses, o avanço foi de 9,1%. O endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, igualando o pico histórico de 2022, segundo o Banco Central.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reúne-se nesta manhã com CEOs do setor bancário para discutir os termos de um programa de renegociação de dívidas, em uma tentativa do governo de amenizar o impacto dos juros elevados sobre as famílias.
O Tesouro Nacional divulga nesta segunda-feira o Relatório Mensal da Dívida Pública referente a março de 2026, às 14h30. A entrevista coletiva sobre os números está marcada para as 15h.
No cenário político, a pesquisa Nexus/BTG Pactual aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro liderando o índice de exclusão, ambos com 48%. Anteriormente, Lula registrava 49% e Flávio, 48%.
No Oriente Médio, o Irã anunciou um programa de gestão do consumo de gás, com possíveis restrições e racionamento, enquanto trabalha para reparar instalações energéticas no campo de South Pars, conforme as agências iranianas Tasnim e ISNA. O país também proibiu a exportação de placas e chapas de aço até 30 de maio, segundo a Reuters.
A semana será marcada por decisões de juros dos principais bancos centrais, com destaque para o Copom e o Federal Reserve, na chamada “superquarta”. Na quinta-feira, ocorre a formação da taxa Ptax do fim de abril, véspera do feriado do Dia do Trabalhador. Parte do mercado que apostou na alta do dólar, os chamados “comprados”, pode tentar elevar a moeda americana para minimizar perdas, após uma desvalorização de 3,4% no mês e quase 9% no ano. Por isso, a volatilidade deve seguir presente nas negociações cambiais.
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